segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O relativismo cultural "Afrodescendente" e o pé que não nos deixa caminhar!

Fui a uma palestra de um grupo militante "afro-descendentes" semana passada . Como em toda "militância", encontrei os extremos, vendo neles uma forte causa de irracionalidade no Brasil.

Encabeçados nesse grupo, haviam pessoas de fora do Paraná (Bahia,Rio por exemplo), e nesses havia mais desejo de reparação pela "dor"  negra de "preconceitos vividos" por negros ao longo da escravidão. Era em certos pontos cômico ver como essa exacerbação da luta por "justiça" era iminente dentro de cada um. Sofrer separação por tipo(cor, raça,etnia,tipo fisíco) nem sempre retrata sofrer discriminação. Nem sempre uma ideia é dizer "vinde a mim todos", até porque retratos de cultura, poderíamos levar em consideração cultura no Brasil "A.C":


Negros vendiam negros como escravos na Nigéria, Angola, dentre esses, não só no passado como hoje.Há um forte racismo entre diferenças etnicas na África, assim como ainda há escravagismo praticado não por brancos em Uganda, Nigéria, Somália, encabeçando a grande "caça" aos escravos vendidos para a América.
Muitas tribos rivais faziam prisioneiros em conflitos e vendiam-nos para árabes e europeus. De fato, este foi um dos elementos chaves responsável pela marcantilização dos povos africanos.
Os povos mais frágeis eram capturados pelos chefes das tribos e trocados com os europeus por mercadorias. Basicamente os conflitos tribais na África alimentavam o tráfico, assim como até hoje, conflitos internos aliados à corrupção de governantes locais, ainda são responsáveis por todo um contexto de miséria existente no continente africano.
"(...) Afinal, os tupinambás eram temíveis Parus ou Paris, índios canibais. (...) Na cultura deles, comer a carne do inimigo dava-lhes força e era o maior ato de vingança. Aliás, os índios da família tupi-guaranis eram canibais inveterados. Como afirma o padre José de Anchieta: "Toda a costa marítima de Pernambuco até além de São Vicente, é habitada por índios que, sem exceção, comem carne humana, nisso sentem tanto prazer e doçura que frequentemente percorrem mais de 300 milhas quando vão à guerra. E, se cativarem quatro ou cinco dos inimigos, regressam com grandes vozearias, festas e copiosíssimos vinhos que fabricam com raízes, e os comem de maneira que não perdem nem sequer a menor unha". (citado no artigo "Anchieta. Os Passos de um aventureiro", de Liane Camargo de Almeida Alves, Revista Terra, Ano VI, nº 8, agosto 1997, edição 64, página 34). (...)" 


Com base nessas e tantas outras informações sobre fatos e tanto conflito étnico ocorrido no Continente "negro", por que a culpa se torna totalmente do "homem branco brasileiro"? De fato, o que determina uma pessoa ser chamada de "negra" ou preta no Brasil? Por que um preto com ascedência italiana, alemã, não pode ser chamado de "italo-germano-descendente" também? Para cultivar uma descendência negra é necessário ouvir Hip-hop, dançar axé , ouvir samba e "exaltar" a "negritude obrigatória"??

Fontes:
Estudos particulares
e:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_na_%C3%81frica#Escravid.C3.A3o_na_.C3.81frica:_uma_antiga_forma_de_explora.C3.A7.C3.A3o

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