segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dilma: será esse o mito "Guerrilheira"?? - A verdadeira intenção Comunista






Abaixo, segue um dos pensadores do Movimento Comunista no Brasil, mais precisamente do Partido Comunista Brasileiro e a ampla "cartilha" do grupo a ser seguida. Descrevo aqui alguns pontos em que o mito "forte guerrilheira" desaparece, dissecando  a verdadeira intenção da luta armada pelos comunistas da época que Dilma Roussef fez parte:

                     
    Marighella descreve a "religião" (segundo seu conceito):

Imposto, polícia, cadeia, tribunal, são como que os quatro pontos cardeais do Estado, instrumento de dominação de classes. E não deixa, também, de valer-se de um outro meio, exatamente a religião...Quer dizer: a religião adormece, a religião faz que os explorados não se possam erguer contra os seus exploradores, a não ser quando se tornam cientes da própria exploração e adquirem a consciência da classe. Mas, assim como a religião era utilizada pelo Estado, a Igreja o foi."

Carlos Marighella
Esse é o mesmo autor do "manual de guerrilha", que TODOS os comunistas empunhavam, seguindo a batalha para derrubar o Regime Militar. Marighella foi uma espécie de "Gramsci reencarnado" para os comunas brasileiros. Dentro dos princípios  - até então a cartilha guerrilheira comunista - seguiam os seguintes valores da tal doutrina:

O guerrilheiro urbano segue uma meta política e somente ataca o governo, os grandes capitalistas, os imperialistas norte-americanos.O guerrilheiro urbano não teme desmantelar ou destruir o presente sistema econômico, político e social brasileiro, já que sua meta é ajudar ao guerrilheiro rural e colaborar para a criação de um sistema totalmente novo e uma estrutura revolucionária social e política, com as massas armadas no poder.

     
        Abaixo, a citação com a qual os PTistas adoram xingar (pois negam e desconhecem a ligação de Dilma Roussef) quem os contrarie:

"O guerrilheiro urbano tem que ter um mínimo de entendimento político. Para conseguir isto tem que ler certos trabalhos impressos ou mimeografados, como:

Guerra de Guerrilha por Che Guevara; Memórias de um Terrorista; Algumas Perguntas dos Guerrilheiros Brasileiros Sobre Problemas e Princípios estratégicos; Certos Princípios Táticos para Camaradas; Levando em Conta Operações de Guerrilha;Jornal dos Grupos Revolucionários Brasileiros; Qualidades Pessoais de um Guerrilheiro Urbano.
A razão para a existência do guerrilheiro urbano, a condição básica para qual atua e sobrevive, é o de atirar. O guerrilheiro urbano tem que saber disparar bem porque é requerido por este tipo de combate.
 A atividade do guerrilheiro urbano consiste em realizar guerra de guerrilha e guerra psicológica.
Obrigar o exército e a policia, com os comandantes e seus assistentes, a mudar a acomodação e tranqüilidade relativa das barracas e seu relativo descanso, por um estado de alarme e tensão em aumento da expectativa de ataque ou a busca de pistas que se desvanecem sem deixar traço algum;
Com estas precauções, os modelos de ação que o guerrilheiro urbano pode realizar são os seguintes:
a. assaltos
b. invasões
c. ocupações
d. emboscadas
e. táticas de rua
f. greves e interrupções de trabalho
g. deserções, desvios, tomas, expropriações de armas, munições e explosivos
h. libertação de prisioneiros
i. execuções
j. seqüestros
l. sabotagem
m. terrorismo
n. propaganda armada
o. guerra de nervos

 Os alvos mais vulneráveis para o assalto são os seguintes:

a. bancos e estabelecimentos de crédito
b. negócios comerciais ou industriais, incluindo a produção de armas e explosivos
c. estabelecimentos militares
d. delegacias e estações de policia
e. presídios
f. propriedade do governo
g. meios de comunicação de massa
h. escritórios e propriedades norte-americanas
 Tem se desenvolvido inovações importantes na técnica de assalto à bancos, o qual assegura a fuga, a retirada de dinheiro, e o anonimato das pessoas envolvidas. Entre estas inovações temos atirar nos pneus dos carros para evitar que sejamos perseguidos, trancar as pessoas nos banheiros dos bancos, obrigá-los a que se sentem no chão do banheiro...
Ainda que o terrorismo geralmente envolva uma explosão, há casos no qual pode ser realizado execução ou incêndio sistemático de instalações, propriedades e depósitos norte-americanos, fazendas, etc."

O Manual do Guerrilheiro Urbano, escrito por Carlos Marighella e bússola para os grupos que combateram o regime militar (1964-1985). Os documentos explicam por que as ações criminosas do movimento seguem sempre um mesmo padrão.


Em seus capítulos não contemplados pelo Código Penal, o manual expõe uma organização claramente assentada sobre um tripé leninista, com doutrinação política e vida clandestina. Além de teorias esquerdistas, repletas de homenagens a Che Guevara e Zumbi dos Palmares, há relatos de espionagem e tribunais de disciplina. Uma militante, que precisou de "licença" de um mês para fazer uma cirurgia, só foi autorizada a realizar o tratamento com a condição de que ele fosse feito num único dia. Brigas, investigações internas e punições também explicitam o rígido e desumano controle exercido sobre suas fileiras. "Assim como nas favelas controladas pelo narcotráfico, o MST atua como polícia e juiz ao impor e fiscalizar seu código de conduta", afirma o filósofo Denis Rosenfield. Exagero? Talvez não. Dos 800 invasores que depredaram a fazenda Estância do Céu, por exemplo, 673 já foram identificados. Nada menos que 168 tinham passagem pela polícia. Havia antecedentes de furto, roubo e até estupro. "O MST é formado por alguns desvalidos, vários aproveitadores e muitos bandidos", diz o promotor Gilberto Thums, do Ministério Público gaúcho. "Eles usam táticas de guerrilha rural para tomar territórios escolhidos pelos líderes."

Embora raramente sejam expostos à luz, manuais de guerrilha são lidos como best-sellers nos acampamentos. Também no Rio Grande do Sul, berço e laboratório do MST, a polícia apreendeu três documentos que registram o lastro teórico de sua configuração de guerra. O mais recente, apreendido em julho passado, orienta os militantes a "se engajar na derrubada de inimigos estratégicos". Os inimigos, claro, não se resumem aos gatinhos das fazendas ocupadas pelo MST. O objetivo é a "derrota da burguesia", o "controle do estado" e a "implantação do socialismo". O documento lista exemplos de como "interromper as comunicações do inimigo" e "incendiar as proximidades para tornar o ambiente irrespirável". Pode não ser obra do acaso. Há dois anos, um membro das Farc foi descoberto pela polícia em meio aos sem-terra gaúchos. A combinação entre teoria e prática deixa poucas dúvidas sobre os propósitos do MST. O movimento, que seduziu a intelectualidade nos anos 80 e caiu nas graças do povão na década seguinte, está marchando para a guerrilha rural. Diz o filósofo Roberto Romano: "O MST está se filiando à tradição leninista de tomada violenta do poder por meio de uma organização centralizada e autoritária".

Entre tais princípios, estão o MST, praticando também a guerrilha urbana seguida pelos idealizadores do movimento. Amplamente difundido dentro do "movimento social", as táticas são as mesmas, dentro de um país que diz desejar a modernidade. Ato inconcebível aos almejam a democracia.

Fonte:  Junho de 1969. Material mimeografado datado de 1970. [Note-se que não possuímos um fonte fidedigna deste documento. O documento existe em várias versões e não possuímos o conhecimento nem os recursos para identificar correctamente a versão mais fiel do presente trabalho].


Transcrição e HTML de: Pablo de Freitas Lopes para Marxists Internet Archive, Novembro de 2004.
Movimento de Vigília - Blog
O. de Carvalho e 
MSM











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