quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Retrato das Universidades Federais?

Mensagem de um professor da USP a Reinaldo Azevedo:

O retrato vivo de quem organiza tais "movimentos"!
"Reinaldo,

Na FFLCH, os professores TODOS são prisioneiros de seus discursos públicos. Embora, de fato, poucos apóiem os movimentos radicais, ninguém ousa expressar, em NENHUM foro, suas opiniões moderadas. Se o fizer, será logo interpelado por colegas exaltados, e seu nome imediatamente será informado aos militantes para as devidas denúncias nos cartazes, manifestos, blogs etc.



Há redes de professores, alunos e funcionários, “enquanto membros dos partidos políticos, que atuam na faculdade. Ora, no partido, todos são companheiros, e as posturas ali decididas se sobrepõem à atuação institucional de cada um. Por isso, professores apóiam insanidades e fazem coro contra os colegas: estão sendo leais aos companheiros de partido, não à USP - e menos ainda estão comprometidos com a racionalidade exigida por seu ofício.

Os muitos que não têm partido não têm proteção e guardam silêncio indignado - incompreensível para os militantes, que freqüentemente se indagam acerca da misteriosa ”apatia” que teria acometido a maioria silenciosa…

 O debate acadêmico é substituído por interlocuções fanáticas, comprazendo-se na unanimidade dos chavões."

Onde, senão nos totalitarismos, a academia é lugar de censura ideológica, mentira e disfarce?"


Minha opinião: É assim em toda Federal? Estou quase crendo que sim! Textos doutrinatórios estão sendo massacrados a jovens de 17, 18 anos que estão ingressando em universidades federais e mal sabem o que é pensamento, filosofia, ou até acham que epistemologia é algum tipo de comida regional. A pedofília mental, como bem citada por meu amigo Luiz Fernando Vaz, um grande artista diga-se de passagem, é o que mais acontece em Universidades Federais. O relato abaixo, feito pelo jornalista Reinaldo Azevedo, é apenas um retrato de muitos que recebem, ouvem , leem e discutem esses assuntos, sentindo-se indignados por ver uma ação tão imposta e doutrinária sobre muitos estudantes ao redor desse país. Qualquer estudantezinho sai de uma FFLCH e Comunicação Social odiando Reinaldo Azevedo, Globo, Veja e afins. Pergunte o por quê? Não sabem...sabem apenas que odeiam:


"UM PROFESSOR DA FFLCH DA USP RELATA O CLIMA DE PATRULHA, BOÇALIDADE E TERROR IMPOSTO POR REPRESENTANTES DE PARTIDOS TAMBÉM NO CORPO DOCENTE

Recebo de um professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP uma mensagem que é, a um só tempo, aterradora e alvissareira. Assusta porque dá notícia do clima de patrulha ideológica, boçalidade e terror intelectual vivido também entre os docentes. No primeiro post, eu falo de algumas mensagens a que tive acesso nos “debates internos” que evidenciavam isso. Mas o texto do professor também serve para alimentar alguma esperança porque a gente nota que nem tudo está perdido. Ainda existem mestres na FFLCH, que estão lá para servir ao ensino e à pesquisa, não para se comportar como esbirros de partidos políticos.


A esses professores — o que me escreve certamente não é o único —, deixo uma mensagem: embora eu saiba que lhes peço algo difícil, recomendo que tenham a coragem de enfrentar a canalha, que hoje concorre para rebaixar a universidade e o seu próprio ofício. Vocês terão o apoio das pessoas de bem de São Paulo e do Brasil. Vamos ao texto que ele me enviou."

Link: Reinaldo Azevedo

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