quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Beth Carvalho, CIA e a apatia musical da velha guarda!


 Cult, chique, é o que pode se chamar algo novo para o "samba Beth". Saudositas do samba vão dar algum destaque por ser "Beth Carvalho", o que, nesse país, se faz com grande frequência: Exalta-se o músico por alguma relevância histórica: Luta contra ditadura, cantar com voz desafinada e se dizer subversivo, desestruturalista. Nele, com melodia simples, com a voz substituível (cults esquerdistas agora vão me matar hehehe), Beth Carvalho enfrenta suas crises de delírios com o discurso do esquerdismo DCE (sim, aqueles diretórios de estudantes enfezados de esquerdistas), simploriamente leviano da cartilha esquerdista.  Retiro alguns trechos da entrevista e faço comentários destacados em azul:

Em entrevista ao Portal IG (internet do Governo), Beth Carvalho dá declarações de quem sempre está na apatia da falta de criatividade: "A CIA está proibindo a cultura brasileira".


Beth Carvalho: "A CIA quer acabar com o samba"
Cantora lança CD e, em entrevista ao iG, acusa a Agência Central de Inteligência dos EUA. 

Beth Carvalho, 65 anos, no hall de entrada de sua casa
Ao abrir o elevador, ainda no hall de entrada do apartamento, um quadro com a foto de Che Guevara.


Após quinze anos, a sambista lança o CD de inéditas “Nosso samba tá na rua”, dedicado a dona Ivone Lara, com canções sobre a negritude, o amor e o feminismo. Uma das letras, “Arrasta a sandália”, é de autoria de sua filha, Luana Carvalho. Cercada de quadros de Cartola e Nelson Cavaquinho, entre almofadas verdes e rosas (cores de sua escola de samba Mangueira), perante uma estante com dezenas de troféus e outra com bonecos de Che, Fidel Castro e orixás, Beth concede a entrevista a seguir ao iG.

Miniaturas dos ídolos de Beth Carvalho
No fundo da janela, o mar de São Conrado, bairro vizinho à favela da Rocinha. “A CIA quer acabar com o samba. É uma luta contra a cultura brasileira. Os Estados Unidos querem dominar o mundo através da cultura”, diz a cantora, presidente de honra do PDT. Entre os fartos risos, também não faltaram palavras ríspidas para defender seu ponto de vista.

iG: Em seu novo CD, a letra “Chega” é visivelmente feminista. Por que é raro o samba dar voz a mulheres?
BETH CARVALHO: O mundo, não só o samba, é machista. Melhorou bastante devido à luta das mulheres, mas a cada cinco minutos uma mulher apanha no Brasil. É um absurdo. Parece que está tudo bem, mas não é bem assim. Sempre fui ligada a movimentos libertários.

Comentário: Para toda feminista, o mundo é sempre machista! Beth não apenas descreve o esteriótipo típico de um discurso vazio entre as feministas brasileiras. Havia um segmento tão forte nas décadas de 40 e 50 no Brasil com voz feminina. Há de se destacar também o "show broadway" de Carmen Miranda, sendo a principal expoente da música brasileira no início do séc. 20.

iG: De que forma o samba é machista?
BETH CARVALHO: A maioria dos sambistas é homem. Depois de mim, Clara Nunes e Alcione, as coisas melhoraram. O samba é machista, mas o papel da mulher é forte. O samba é matriarcal, na medida que dona Vicentina, dona Neuma, dona Zica comandam os bastidores da história. Eu, por exemplo, sou madrinha de muitos homens (risos).  "Não desanimo nunca. Minha esperança é a última que morre"

Comentário: não dizem que o samba é popular, do povo, para o povo e que a CIA quer matar o samba porque ele é do povo? 



iG: A senhora é vizinha da favela da Rocinha. Como vê o processo de pacificação?
BETH CARVALHO: Faltou, por muitos anos, a força do estado nestas comunidades. Agora estão fazendo isso de maneira brutal e, de certa forma, necessária. Mas se não tiver o lado social junto, dando a posse de terreno para quem mora lá há tanto tempo, as pessoas vão continuar inseguras. E os morros virarão uma especulação imobiliária.

Comentário: "Maneira brutal" - para os socialistas politicamente corretos, qualquer força policial é "brutal", mesmo em face de bandidos altamente armados e com sede de sangue! Claro, algum bandido armado de AR 15 é inocente, até que se prove o contrário. Estão apenas querendo paz e se a polícia invadir pedindo "por favor", vão se entregar de bom grado. E a polícia tirou algum morador de bem de lá?

iG: Alguns culpam o governo Leonel Brizola (1983-1987/1991-1994) pelo fortalecimento do tráfico nos morros. A senhora, que era amiga do ex-governador, concorda?
BETH CARVALHO: Isso é muito injusto. É absurdo (diz em tom áspero). Se tivessem respeitado os Cieps, a atual geração não seria de viciados em crack, mas de pessoas bem informadas. Brizola discutia por que não metem o pé na porta nos condomínios da Avenida Viera Souto (em Ipanema) como metem nos barracos. Ele não podia fazer milagre.


iG: Defende a permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho?
BETH CARVALHO: Olha, sou presidente de honra do PDT porque é um título carinhoso que Brizola me deu, mas não sou filiada ao PDT. Não tenho uma opinião formada sobre isso, porque não sei detalhes. Existe uma grande rigidez a partidos de esquerda. Fizeram isso com o PC do B do Orlando Silva, e agora fazem com o PDT. O que conheço do Lupi é uma pessoa muito correta. Eles deveriam ser menos perseguidos pela mídia.

Existe uma rigidez a partidos de Esquerda" An?? Onde? Em que planeta? Será que ela não viu essa declaração do outro ídolo dela, o ex-presidente, (m)Lula? 



iG: Aqui na sua casa há várias imagens de Che Guevara e de Fidel Castro. Acredita no modelo socialista?
BETH CARVALHO: Eu só acredito no modelo socialista, é o único que pode salvar a humanidade. Não tem outro (fala de forma enfática). Cuba diz ‘me deixem em paz’. Os Estados Unidos, com o bloqueio econômico, fazem sacanagem com um país pobre que só tem cana de açúcar e tabaco.
iG: Mas e a falta de liberdade de expressão em Cuba?
BETH CARVALHO: Eu não me sinto com liberdade de expressão no Brasil.
iG: Por quê?
BETH CARVALHO: Porque existe uma ditadura civil no Brasil. Você não pode falar mal de muita coisa.

"Só acredito no modelo socialista". Depois de viver em Cuba, ela entendeu que o melhor modelo é esse. Com certeza eles estão a esperando por lá. Tudo bem que a população cubana, inclusive os cristãos, tem plena liberdade de realizar protestos, passeatas, marchas cristãs e podem se declarar contra o regime em qualquer rádio, TV, ou veículo de comunicação. Com certeza, Beth está certíssima em seu comentário!

iG: Como quais?
BETH CARVALHO: Não falo. Tem uma mídia aí que acaba com você. Existe uma censura. Não tem quase nenhum programa de TV ao vivo que nos permita ir lá falar o que pensamos. São todos gravados. Você não sabe que vai sair o que você falou, tudo tem edição. A censura está no ar.
iG: Mas em países como Cuba a censura é institucionalizada, não?
BETH CARVALHO: Não existe isso que você está falando, para começo de conversa. Cuba não precisa ter mais que um partido. É um partido contra todo o imperialismo dos Estados Unidos. Aqui a gente está acostumada a ter vários partidos e acha que isso é democracia.

Claro, democracia é um partido único, ditado pelo governo e que faz as regras da eleição. A população cubana vota livremente, sem pressão governamental e tem liberdade e transparência no voto. Viva Cuba!


"Só acredito no modelo socialista, é o único que pode salvar a humanidade"
iG: Este não seria um pensamento ultrapassado?
BETH CARVALHO: Meu Deus do céu! Estados Unidos têm ódio mortal da derrota para oito homens, incluindo Fidel e Che, que expulsaram os americanos usando apenas o idealismo cubano. Os americanos dormem e acordam pensando o dia inteiro em como acabar com Cuba. É muito difícil ter outro Fidel, outro Brizola, outro Lula. A cada cem anos você tem um Pixinguinha, um Cartola, um Vinicius de Moraes... A mesma coisa na liderança política. Não é questão de ditadura, é dificuldade de encontrar outro melhor para ocupar o cargo. É difícil encontrar outro Hugo Chávez.
iG: Chávez é acusado por muitos de ter acabado com a democracia na Venezuela.
BETH CARVALHO: Acabou com o quê? Com o quê? (indaga com voz alta)

"Incluindo Fidel e Che" - Che está morto, a ilha está sofrendo grave crise, Fidel está morrendo e seu irmão teve que começar a fazer reformar e abrir um pouco o mercado porque já contava com uma catástrofe, um colapso econômico cubano. Claro, os EUA foram derrotados. Basta ver que os cubanos que foram para Miami, voltaram rapidamente para a ilha e ninguém mais quer sair do país por balsas, botes, câmaras de ar de pneus de tratores.

iG: Com a democracia...
BETH CARVALHO: Chávez é um grande líder, é uma maravilha aquele homem. Ele acabou com a exploração dos Estados Unidos. Onde tem petróleo estão os Estados Unidos. Chávez acabou com o analfabetismo na Venezuela, que é o foco dos Estados Unidos porque surgiu um líder eleito pelo povo. Houve uma tentativa de golpe dos americanos apoiada por uma rede de TV.

iG: A emissora que fazia oposição ao governo e que foi tirada do ar por Chávez...
BETH CARVALHO: Não tirou do ar (fala em tom áspero). Não deu mais a concessão. É diferente. Aqui no Brasil o governo pode fazer a mesma coisa, televisão aberta é concessão pública. Por que vou dar concessão a quem deu um golpe sujo em mim? Tem todo direito de não dar.

Leia também: Beth Carvalho segue renovando e preservando o samba em novo disco
iG: A senhora defende que o governo brasileiro deveria cassar TV que faz oposição?
BETH CARVALHO: Acho que se estiver devendo, deve cassar sim. Tem que ser o bonzinho eternamente? Isso não é liberdade de expressão, é falta de respeito com o presidente da República. Quem cassava direitos era a ditadura militar, é de direito não dar concessão. Isso eu apoio.

"Quem cassava era a ditadura" E Chavez não está cassando, claro. Suas políticas contra as TVs venezuelanas, as oposicionistas, é apenas de "rechaçar a má propaganda que fazem de um governo sólido", que cresce a passos largos e é o país com índice mais alto de crescimento, sustentabilidade, desenvolvimento social e econômico.

Abaixo, a melhor das frases de Beth Carvalho (destaque em negrito):

Che e Fidel "enfeitam" a estante da casa da sambista
iG: Por ser oriundo dos morros, o samba foi conivente com o poder paralelo dos traficantes?
BETH CARVALHO: Não, o samba teve prejuízo enorme. Hoje dificilmente se consegue senhoras para a ala das baianas nas escolas de samba. Elas estão nas igrejas evangélicas, proibidas de sambar. Não se vê mais garoto com tamborim na mão, vê com fuzil. O samba perdeu espaço para o funk.
iG: Quem é o culpado?
BETH CARVALHO: Isso tem tudo a ver com a CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), que quer acabar com o samba. É uma luta contra a cultura brasileira. Os Estados Unidos querem dominar o mundo através da cultura. Estas armas dos morros vêm de onde? Vem tudo de fora. Os Estados Unidos colocam armas aqui dentro para acabar com a cultura dos morros, nos fazendo achar que é paranoia da esquerda. Mas não é, não.
iG: O samba vai resistir a esta “guerra” que a senhora diz existir?
BETH CARVALHO: Samba é resistência. Meu disco é uma resistência, não deixa de ser uma passeata: “Nosso samba tá na rua”.

Sem mais!

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