quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

João Pereira Coutinho destaca: Martaxa e o blá blá blá

Em excelente artigo, João Pereira Coutinho descreveu a diferença e as desavenças da criminalização da tal chamada "homofobia". Descreve:

"Por mais que isso ofenda o espírito civilizado de Marta Suplicy, é
perfeitamente legítimo que um heterossexual não goste de homossexuais. Como
é perfeitamente legítimo o seu inverso.
Vou mais longe: no vasto mundo da estupidez humana, é perfeitamente
legítimo não gostar de brancos; de negros; de asiáticos; de portugueses; de
brasileiros; de judeus; de cristãos; de muçulmanos; de ateus; de gordos ou
de magros. A diferença entre um adulto e uma criança é que o adulto entende
que o mundo não tem necessariamente de gostar dele.
O que não é legítimo é transformar uma aversão em instrumento de
discriminação ou violência. Não porque isso seja um crime homofóbico. Mas
porque isso é simplesmente um crime.
E os crimes não têm sexo, nem cor, nem religião. Se Suplicy olhar para a
estátua da Justiça, entenderá que os olhos da figura estão vendados por uma
boa razão.
Pretender criminalizar a homofobia porque não se gosta de ideias
homofóbicas é querer limpar o lixo que há na cabeça dos seres humanos. Essa
ambição é compreensível em regimes autoritários, que faziam da lavagem
cerebral um método de uniformização. Não deveria ser levado a sério por um
Estado democrático" (*)

Destacando o artigo, interessante notar a ideia que fazemos de "homofobia" no Brasil: Total aversão, seguido de um genocídio de todos os preconceituosos. Dizem, segundo ONGs de apoio à "sexualidade", que a cada 3 dias morre um homossexual no Brasil, vítima de preconceito. É uma apuração precisa: Permitem afirmar que todos esses crimes contra homossexuais foram  - CORRETAMENTE - praticados por grupos homofóbicos e pessoas preconceituosas. Engraçado que, dentre essas afirmações, a ênfase do "vítima de preconceito" é avassaladora. Dão o ar de credibilidade em meio a tantos disparates e ineficiência dos peritos criminais.  A cada 3 dias,  já morreram várias crianças, mendingos, mulheres, negros, brancos  e tantos outros grupos, muito mais que os meros homossexuais. São 50 mil homicídios/ano no Brasil, 90% não têm solução. 

O fato mais interessante é: No Brasil as pessoas não questionam, muito menos buscam saber as razões dessa "fobia".  Apoiados por um grande coro de artistas sem massa encefálica, ajudam as vozes da "desiguldade perseguida". 

Não quero ser apenas sarcástico, mas é interessante pensar como um mero discurso subjetivo, artístico, fabricado num "fala garotinho", move a cabeça de muitos, inclusive jovens brasileiros. Os discursos mais inflamados surgem de ideias tão ignóbias e subjetivas, divagando sob a precisão de uma fonte do Dawkins...srsr 

Permitam-me rir, mas essa inflamada vitimização se estende às igrejas, inclusives as mais tradicionais. O que torna fácil perceber como as grandes massas cristãs estão assistindo assiduamente às telenovelas.

J. P. Coutinho foi conciso: A grande massa dos vertebrados, dos insanos, caminha pro mesmo lado. Há um só pensamento, uma só ideia de D-us, um só objetivo cético, uma só mecânica das pessoas. Caminhamos para o mesmo rumo, entendendo que o ideal Marxista, o Estado acima dos homens, os homens acima de D-us, onde ele, por sí, faz os seus preceitos e objetivos, sabendo o que melhor destaca para sua vida e ações, mesmo que em nome de mais de 100 milhões de assassinatos, todos seremos "iguais".




(*) Link: Artigo João Pereira Coutinho, restrito à assinantes da Folha de São Paulo. (Favor procurar em blogs)
Homicídios: Veja Brasil 


2 comentários :

  1. é a primeira vez que leio seu blog. Muito bom. Apaixonei pela imagem do Chesterton aí atrás! =)

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  2. obrigado pelo comentário, Magalavia.
    Seja bem-vinda!

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