domingo, 15 de julho de 2012

Carta aos monarquistas



por: José Octávio Dettmann




Aquele que disser que "república é progresso" estará, naturalmente, omitindo um dado muito importante: das poucas boas presidências da República que houve no Brasil, quatro delas foram exercidas por gente que vivenciou a realidade do Império. Estou falando de Rodrigues Alves (que foi Conselheiro do Império), Afonso Pena (que também foi Conselheiro do Império), Wenceslau Braz (que se notabilizou por ser um bom administrador, a tal ponto que se dizia, no tempo dos meus avós, de que “devemos aproveitar bem as coisas enquanto Braz for o tesoureiro") e Epitácio Pessoa (que revogou a lei de banimento da Família Imperial e que governou o país em tempos de crise institucional muito grave, a qual desaguou no Estado Novo getulista). Esses homens todos conheceram na prática a importância do Poder Moderador e eram todos governantes preparados a governar o país em tempos de crise. E as crises políticas que estavam ocorrendo na Primeira República revelam a falta de um Poder Moderador – e isso explica o grande número de constituições que tivemos entre 1930 pra cá[1].

Com o passar das gerações e com a ignorância da História – particularmente deste período, que explica o fracasso retumbante do regime republicano –, o que vemos foi uma geração de políticos despreparados, ignorantes, fisiológicos e degenerados subir ao poder – gente essa que, em nome da ideologia revolucionária, é capaz de cometer toda uma sorte de atentados contra o que ainda de bom resta deste país, que são os valores tradicionais do Cristianismo do respeito à vida, à família, e aos direitos de propriedade. Um fato vale à pena ressaltar dessa gente de índole criminosa: a capacidade de conduzir políticas econômicas irresponsáveis que, no longo prazo, farão com que a riqueza do país se perca através da inflação, da expropriação – seja por motivo social questionavelmente relevante ou em razão da tal função social da propriedade, verdadeiro mistério jurídico – e dos impostos. Um exemplo prático disso é a crise de hiperinflação dos anos 80, que decorreu de décadas de governo empresário e da própria construção de Brasília.

Embora eu não tenha intenção alguma de chocar, as pessoas precisam aprender a repudiar essa afirmação dos republicanos que eu disse acima no primeiro parágrafo e estudar História do Brasil a sério, sem a necessidade de um pedagogo formado na ideologia revolucionária conduzindo a mente de quem não é capaz de resistir a isso, em razão da pouca idade. Combater a partidarização da Escola é necessário e urgente. É preciso agir em termos de longo prazo visando às próximas gerações – quem sabe o país volte aos eixos, se houver isto e uma assistência internacional, com o intuito de combater esse mal objetivo que aqui se instalou?

Quem crê em Cristo e na Igreja que Ele fundou não pode perder a esperança jamais. E se a monarquia é, por essência, aliança do altar com o trono, não pode e não deve perder a esperança, fundada nisso. Nossa cruz pessoal já é pesada, mas a cruz presente na nossa sagrada bandeira imperial alivia o peso – por essa razão, é um prazer, e ao mesmo uma enorme responsabilidade, lutar e morrer pelo Brasil, tal como os cristãos lutaram e morreram por Cristo, mesmo nas adversidades.
Lembrem-se sempre disso!


[1] Crises que ocorreram: Revolta da Vacina, Questão do Acre, Primeira Guerra Mundial, Guerra do Contestado, fora outras tantas que por ora me esqueço de citar.






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