quarta-feira, 4 de julho de 2012

Polícia Federal: Abuso e desacato e...Deus é brasileiro?




Hoje presenciei uma fato interessante:

Duas pessoas, uma senhora (a chamada madame) e um policial federal. Estava lá esperando o lento atendimento para denunciar o perfil de um cracker sobre falsidade ideológica e fraude na conta de pessoas. De um lado, o policial, uns 35 anos, mais ou menos. Do outro, a senhora, aparentando uns 45 anos, falava freneticamente sobre seu carro importado e seu filho que havia desrespeitado o policial federal.


Muito paciente, o policial federal indaga sobre o delito do filho da senhora:
- Minha senhora, o seu filho estava a 180/hr. Não há como não multá-lo. Ele ainda tentou passar nossa barreira. Fosse em outra situação, nós teríamos atirado. Você acha que isso não é um risco?


A todo momento, percebia que a senhora tentava justifica a atitude do filho: 
- Olha, eu sei que ele errou. Mas é um menino, inconsequente das atitudes. Eu nunca havia passado por esse tipo de situação. Não estava acostumada a pessoas gritando comigo


O policial prossegue (pacientemente): 
- A senhora viu que seu filho estava alterado. Até apontou dedo para os policias (sim aquele do meio). Era uma situação de risco. Não acha que poderíamos pensar que ele era um bandido?


Ela retruca:
- Eu sei. Nunca passei por esse tipo de situação. Ele nunca correu tanto (a essa hora, eu quase intervi na situação. O sangue me subia para a cabeça). Eu pedi a ele para diminuir a Velocidade.

O policial continua:
- Senhora: 180 km/h é um absurdo. Ele ainda partiu alterado para cima dos policiais. Poderíamos prendê-lo
 (sim, a essa hora eu quase dei voz de prisão ao policial. Pergunta: POR QUE NÃO O PRENDERAM). 

Vi a paciência do policial. Pensei comigo: Ele e sua 44, Magnum, policial de campo, em quantas situações de estresse não passa por dia? A senhora, toda pomposa, passaria por umas duas ou três. Em todo tempo (o diálogo foi grande) ela tentava justificar as atitudes mimadas do filho. Nem precisava de júri. A sentença estava dada. 



Não, Deus não é brasileiro. Ele não é corrupto, muito menos estúpido para justificar nossos erros. Esse policial representa um mínimo das tantas situações que os profissionais que dão segurança ao Estado passam todo dia. A senhora inflamada pela super proteção ao mimado filho, diria: "Ah, mas há policiais corruptos". Não há só policiais, como políticos, médicos, advogados, dentistas, donos de farmácia, mercearia e por ai vai. Presenciei a situação como um total abuso ao policial. A senhora ainda bateu o pé quando foi pedido o documento do carro. Saiu esbravejando e falando ao vento. 


A minha indignação maior é saber que essa situação corrupta está encravada no peito do brasileiro comum, aquele do dia a dia, que adora gritar, quando lê e vê nos jornais, a corrupção dos deputados e senadores. Esse mesmo, que adora dar um jeitinho na política, para ver o deputado que ajudou a eleger, fazer um "por fora" para ele. Esse mesmo, que adora sonegar impostos, valendo-se de mentiras. Não, D'us não é brasileiro. Fosse ele brasileiro, estaria preso e condenado por "pertubação da paz". 







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