sábado, 15 de setembro de 2012

Ética: quem liga para ela?


E quem liga para ela?

Pergunta:O Brasileiro liga para isso?

Ética é a parte da filosofia dedicada aos estudos dos valores morais e princípios ideais do comportamento humano.[1]

Quantos políticos, sejam eles de esquerda ou direita, soltam a frase "ética" no meio de um pequeno discurso, em fração de segundos, no horário eleitoral? Praticamente todos, não é? De repente, vê-se o pobre diabo, que mal saberia dizer o que é ética, ou o que ela representa, soltar aquela frase sobre "ética", repentinamente, quando a maioria está esperando ouvir outra coisa (dinheiro no meu bolso) durante as campanhas.

Se a premissa é: ele rouba, mas faz - então há uma opinião compartilhada. Veja:
- "Ele rouba, mas não é algo que preciso mudar, a menos que faça";

Pensemos do seguinte modo: "O  meu gerente me rouba, mas faz algo. Não importa se eu vou pagar mais no fim do mês. Ele é a pessoa que vai me ajudar a pagar as contas com o meu dinheiro e vou pedir emprestado!"

Não há lógica na percepção, sem uma cumplicidade explícita:

- "Ele pode roubar, mas temos algo em comum".

Em "Hitler e os alemães" - Voegelin faz a distinção da alma do alemão e o problema da ascensão do Führer. Não era apenas um mérito de Hitler, mas todo um contexto social que o possibilitou de ser ditador. Toda a estrutura quebrada da Alemanha na época e como aceitaram o "grande general", que distingue o alemão de todo ser vivente. Digamos assim: "Ele nos representa. É do povo. Mata, mas faz!". Voegelin ainda destaca que “a ordem da história emerge da história da ordem” - através da experiência humana. Então, dada a experiência, desenvolve-se a filosofia, através das experiências humanas.  

A militância esquerdista há muito descobriu o que é falta de ética. Em seu último episódio de barbárie (link aqui: barbárie do movimento estudantil), alguns poucos alunos demonstraram que há muito esse país perdeu a ética, a vontade de ser grande. É um discurso ditatorial: "eu tenho poder de quebrar a universidade, invadir, queimar equipamentos, impedir discursos e, você, é, você mesmo: só tem o direito de ficar calado!"

Praticamente, o que se vê de "ética" hoje é um conjunto de discursos vociferados no S.T.F, ou algum aborrecente de militância gritando "ética" em umas marchas que aparecem por ai. Alguém solta isso num congresso, no senado, no julgamento do mensalão, ou até mesmo quando um indivíduo não quer tratar de algo delicado e resolve valer-se da palavra. Ninguém percebe que o discurso é o mesmo, embora o brasileiro não pense mais pelo sentido estrito da palavra. É uma palavra abjeta, que não faz parte do nosso contexto social.

É ético matar um bebê? Não! É ético matá-lo quando não "aparece", não é? Veja: "o que os olhos não veem, o coração não sente". Faz parte da ética brasileira? Fica ai a pergunta! 

É engraçado ver "artistas" brasileiros falarem de alguns ajuntamentos, casamentos, defendê-los e dizer que alguns valores antigos se foram. Muitos até afirmam que os casamentos antigamente eram arranjados, o que até concordo em partes, mas a maioria dos artistas brasileiros têm casamentos "arranjados": Seja por fama, ou por algum tipo de "pensão" (filhos), a ideia de casamento arranjado entre os artistas segue o mesmo padrão que alegam contraporem-se. 


Claro, esse é um texto simplório, que ainda não está aprofundado no sentido da ética. Mas ética, para o brasileiro, ainda é um mito!

[1]  Dicionário Priberam da Língua Portuguesa


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