quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ENSAIO MOMENTÂNEO E BREVE SOBRE O ABORTO HOJE

por: Rudy Souza

Se o feto é só um amontoado de células, pura matéria, e não humano, e só é vida se for humano, como se ser humano é que fosse causa da vida, de fato não se pode prever que ser ou coisa se tornará. Mas se não é só um amontoado de células, sendo algo mais, crescerá de acordo com sua espécie e conforme este algo mais.


O real problema, e questão, aos abortistas é se o feto tem personalidade jurídica e se contribui para a sociedade e ao ser que o gera e mantém em útero, para ser ajudado e protegido ou não. Principalmente se o humano que dele cuida e em quem o feto, com quem trave contato, gera algum tipo de desconforto, em algum grau. Afinal, se o feto não tem como se defender como o tem um humano já desenvolvido e nascido, tal humano tenderá a falar por ele. E quem e o que é este humano que fala por ele?

Humano, e possuidor de vida, o feto já é por substância e desde a geração do zigoto, assim como desde esta época ele já sofre, sente dor, sabe quando é ameaçado, etc. Aliás, os mecanismos de dor, que são sensoriais, por questão de ciência, são os primeiros a ser formados, em qualquer espécie. Por não serem os mais sofisticados. Portanto, não é se se trata de vida ou não. Se usarem isto como desculpa, e suficiente, é engodo. E ainda significa tirar o seu da reta - leia-se "debandar dos valores morais objetivos e razões reais, plenas e todas as possíveis sem consequências posteriores".

Inclusive, há uma carga considerável de subjetividade, não só de objetividade, com que se trata os fetos. Será mesmo que só porque ainda "não tem vida cerebral" ele pode ser descartado? Isto é tão simplista, reducionista...

Talvez pelo fato de que deixa as coisas mais fáceis e confortáveis, sem contratempos e reveses, para quem não se sente SUBJETIVAMENTE bem com um INQUILINO, UM PARASITA, DENTRO DO PRÓPRIO ÚTERO, e PENSA MAIS EM SI MESMO. Mesmo que traumas de ordem puramente psicológica não sejam definitivos. Mesmo não sendo, é mais fácil pensar que são.

Arranjar razão exclusivamente objetiva, tirando os olhos de si mesmo ("conhece-te-a ti mesmo" - Sócrates), se é que se pode ser exclusivamente objetivo na vida, para justificar tais próprios desejos, emoções, medos, etc. é só uma desculpa pouco creditável usada como forma de desviar a atenção de si e impessoalizar a decisão, coisa que só ciência, amoral por definição, faz. Isto lembra o quê? Eugenia nacional-socialista (nazista) e positivismo científico comteano, que influenciou na formação do nacional-socialismo (nazismo) alemão. Tornando a pessoa que usa da justificativa em questão um indivíduo questionável e perto do execrável.

Isto não é humanidade; humanidade só pelo fato de não querer infligir dor a humanos (já nascidos, adultos e desenvolvidos na maior parte de si mesmos).

Aliás, é uma humanidade seletiva.

Afinal, qual é a verdadeira questão dentro disto: se ele já tem vida, mesmo que no nível mais primordial, rudimentar, ou se já tem vida avançadamente desenvolvida, como no estágio de formação cerebral o mais pleno possível, ainda antes de vir à luz? Ou as verdadeiras questões são outras?

Conhecimento manda beijos




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