segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Holanda arrependida: liberar drogas e prostituição, não mais?




Holanda se arrepende de liberar drogas e prostituição



O comentarista Carlo Germani nos manda um importante artigo, mostrando que a Holanda, um dos países mais liberais do mundo, está em crise com seus próprios conceitos. O país que legalizou a eutanásia, o aborto, as drogas, o “casamento” entre homossexuais e a prostituição reconhece que essa posição não melhorou o país. Ao contrário: aumentou seus problemas. 

Em matéria publicada na revista Veja, sob o título “Mudanças na vitrine”, o jornalista 
Thomaz Favaro ressalta que, desde que a prostituição e as drogas foram legalizadas, tudo mudouem De Wallen, famoso bairro de Amsterdã, capital holandesa, onde a tolerância era aceita.
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MUDANÇAS NA VITRINE
 “A região do De Wallen afundou num tal processo de degradação e criminalidade que o governo municipal tomou a decisão de colocar um basta. Desde o início deste ano, as licenças de alguns dos bordéis mais famosos da cidade foram revogadas. Os coffee shops já não podem vender bebidas alcoólicas nem cogumelos alucinógenos, e uma lei que tramita no Parlamento pretende proibi-los de funcionar a menos de 200 metrosdas escolas. Ao custo de 25 milhões de euros, o governo municipal comprou os imóveis que abrigavam dezoito prostíbulos. Os prédios foram reformados e as vitrines agora acolhem galerias de arte, ateliês de design e lojas de artigos de luxo”.
A matéria destaca ainda que a legalização da prostituição na Holanda resultou “na explosão do número de bordéis e no aumento da demanda por prostitutas”. Nos primeiros três anos de legalização da prostituição, aumentou em 260% o tráfico de mulheres no país. E a legalização da maconha? Fez bem? Também não.
“O objetivo da descriminalização da maconha era diminuir o consumo de drogas pesadas. Supunham os holandeses que a compra aberta tornaria desnecessário recorrer ao traficante, que em geral acaba por oferecer outras drogas. (…) O problema é que Amsterdã, com seus coffee shops, atrai ‘turistas da droga’ dispostos a consumir de tudo, não apenas maconha. Isso fez proliferar o narcotráfico nas ruas do bairro boêmio. O preço da cocaína, da heroína e do ecstasy na capital holandesa está entre os mais baixos da Europa”, afirma a matéria de Veja.
O criminologista holandês Dirk Korf, da Universidade de Amsterdã, afirma: “Hoje, a população está descontente com essas medidas liberais, pois elas criaram uma expectativa ingênua de que a legalização manteria os grupos criminosos longe dessas atividades”. Pesquisas revelam que 67% da população holandesa é, agora, a favor de medidas mais rígidas. E ainda tem gente que defende que o Brasil deve legalizar a maconha, o aborto (no editorial passado, vimos o caso de Portugal), a prostituição etc, citando a Holanda e outros países como exemplo de “modernidade”.
Veja o caso da Suíça. Conta Favaro: “A experiência holandesa não é a única na Europa. Zurique, na Suíça, também precisou dar marcha a ré na tolerância com as drogas e a prostituição. O bairro de Langstrasse, onde as autoridades toleravam bordéis e o uso aberto de drogas, tornara-se território sob controle do crime organizado. A prefeitura coibiu o uso público de drogas, impôs regras mais rígidas à prostituição e comprou os prédios dos prostíbulos, transformando-os em imóveis residenciais para estudantes. A reforma atraiu cinemas e bares da moda para o bairro”.
E a Dinamarca? “Em Copenhague, as autoridades fecharam o cerco ao Christiania, o bairro ocupado por uma comunidade alternativa desde 1971. A venda de maconha era feita em feiras ao ar livre e tolerada pelos moradores e autoridades, até que, em 2003, a polícia passou a reprimir o tráfico de drogas no bairro. Em todas essas cidades, a tolerância em relação às drogas e ao crime organizado perdeu a aura de modernidade”.
link da postagem: http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=26897

9 comentários :

  1. Moro aqui na Holanda eu ja percebi que Amsterdam virou uma cidade que nada tem a ver com a Holanda, eu quando vim para cara achei que seria uma terra sem dono e sem limites, muito diferente disso. O holandes se mostra cada dia mais uma pessoa de um cultura incrivelmente solida e pouca corrupcao do estrato social deles. O engracado é que grandes cidades sao corrompidas devido ao fato delas quebrarem com esse estrato social comum que se observa facilmente em qualquer cidade, alem de Amsterdam.

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    1. desculpa . não entendi o seu posicionamento e nem o que vc quis dizer com isso. vc quer dizer que a materia é veridica ou não . ou vc descorda ou concorda em partes.

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    2. Esse fenômeno ocorre em qualquer cidade grande europeia, como você falou. A droga e a prostituição seriam apenas sintomas dessa ruptura com a cultura original do lugar.
      Quando você cria uma legislação benevolente, que regulamenta e permite atos antes considerados "antissociais", representa uma forma de tentar manter essa coesão social que sempre existiu. É o oposto dos EUA fazem. O erro da Holanda foi confundir tolerância com banalização.

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  2. O combate ao uso indiscriminado da droga deve estar diametralmente ligado a família, educação e economia do País. A instituição família está fragilizada mundialmente, a independência financeira e a tecnologia transformou o homem atual em um modelo de homem das cavernas, pois a distancia entre os humanos e o culto ao Ego estão em alta. Já economia na Europa está em crise, sem uma real perspectiva e o desemprego é uma realidade. Assim, hoje temos fatores que agravaram a situação do país e como a droga aliena o povo busca ficar ébrio.

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  3. Era de se esperar que os resultados fôssem estes. Qualquer lei baseada na regulamentação do desconhecido, do ilógico, das falsas premissas e impressões vai apenas recrudescer, ou seja, multiplica os problemas ao invés de resolvê-los.

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  4. Não entendo pq juntam sempre a liberação das drogas com as liberações de prostituição, eutanásia, aborto, "casamento" homossexual, etc. São cousas diferentes entre si e que devem ser tratadas diferentemente. A liberação de uma dessas cousas EM NADA supõe a liberação das outras.

    A questão das drogas é a mais simples de todas: somos hipócirtas! Proibe-se a maconha e outras drogas, mas libera-se o álcool, o tabaco, o café, o açúcar e outras substâncias que visivelmente viciam e fazem mal.
    Não é a droga que nos faz mal, mas a sua proibição! Tenho uma centena de argumentos, mas vou citar apenas um aqui, por falta de tempo e espaço: Se um comerciante de bebida alcoólica não receber o combinado de seu cliente, ele recorre à justiça; se o vendedor de uma substância proibida não receber, a quem ele recorrerá além da violência? A PROIBIÇÃO GERA A VIOLÊNCIA, SEM GANHO ALGUM pois, que lugar conseguiu realmente ficar livre das drogas via proibição?

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  5. Alguma duvida acessa o meu blog: vivanl.blogspot.nl

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  6. Crente conservador do Inferno aceita que os países conservadores como o BRASIL (conservador pra moralistas, mas na verdade é um puteiro) são piores. Não mete a opinião suja de vocês na Holanda ou na Suiça que as leis "modernas" deles estão indo muito bem!

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  7. Porém, em nenhum desses lugares subsiste essa legislação ridícula e anacrônica que criminaliza o uso de maconha. Não criminalizar, liberar e banalizar são coisas muito diferentes. Na Holanda, houve banalização, assim como haverá em qualquer local restrito onde se libere a venda e o consumo em público, pois isso cria um ambiente de degradação. Fica evidente que o mal não está na liberação, mas na banalização.
    Mas o que isso tem a ver com criminalizar e atirar para o fundo do poço uma pessoa simplesmente por fumar um baseado? Para punir o "crime" de fumar uma erva, você destrói o futuro do sujeito, sujando sua ficha criminal e comprometendo seu futuro? Isso numa época em que "pessoas" defendem a recuperação de pedófilos, estupradores, etc???Essa é a forma mais eficaz possível de transformar um simples usuário de maconha num futuro bandido ou, na melhor hipótese, num indigente (isso pelas mão do Estado, o que é pior). Que tipo de pessoa defende algo assim? Respondo: pessoas muito mais torpes e ignorantes que qualquer usuário de maconha.

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