quinta-feira, 21 de março de 2013

Marco Feliciano: o famoso "boi de piranha"




"Após presidir em diversas ocasiões a Comissão de Direitos Humanos (CDH), o PT, de forma um tanto quanto surpreendente, decidiu abrir mão da presidência da comissão para supostamente agradar a base aliada. Assim, deu espaço para que o Partido Social Cristão (PSC) ocupasse o cargo. O PSC então indicou Marcos Feliciano. Ao que parece, o PT permitiu que Feliciano chegasse lá, pois não mobilizou o partido para impugnar a candidatura do pastor; só os deputados petistas próximos à CDH protestaram. A gritaria em torno da candidatura de Feliciano veio de fora, da dita “sociedade civil organizada”, representada na ocasião pelo movimento LGBT. 


Diante disso, é lícito pensar que o PT e seus partidos satélites de cepa progressista perceberam que a Comissão poderia ser usada para fins estratégicos. Pode-se dizer que permitiram que Marcos Feliciano chegasse à presidência da CDH para que se cumprissem cinco metas maiores que a mera satisfação da base aliada. Nada que cause espécie. O PT não iria barrar a candidatura de quem ajudou a apaziguar os ânimos dos evangélicos durante as eleições de 2010.



As duas primeiras metas, conforme já observou meu amigo Cristian Derosa, consistem em alargar o conceito de “homofobia” – se é que podemos chamar a significação dada ao vocábulo “homofobia” de conceito – até a simples opinião e fortalecer a militância gayzista pelo país (a reação a Feliciano serve para medir o poder de mobilização do movimento gay, corrigir estratégicas e unir militantes). A terceira consiste em evitar que fosse alardeada a escolha dos deputados federais João Paulo Cunha (PT) e José Genoino (PT) para membros da Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ). A quarta meta é reforçar a visão propositalmente errada sobre a representação política que diz que os cristãos não podem defender os valores em que acreditam sob pena de ferir o chamado “Estado Laico”. A quinta meta consiste em sedimentar no imaginário popular a associação entre esquerda e Direitos Humanos; tenta-se estabelecer o monopólio definitivo do movimento revolucionário sobre os Direitos Humanos. 


Marcos Feliciano é o famoso boi de piranha. 


A nós cristãos, quer gostemos ou não do Sr. Feliciano, cabe o dever de orar para que o ele nos surpreenda e para que as metas mencionadas se transformem em tiros no pé de quem as elaborou."

texto:Saulo Sanhueza

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