quarta-feira, 10 de abril de 2013

Onde está o nosso conservador?



ONDE ESTÁ O NOSSO CONSERVADOR?



Por Taiguara Fernandes de Sousa.
Escrevo este artigo no momento em que Rick Santorum, pré-candidato a Presidente dos EUA pelo Partido Republicano, vence três primárias das eleições numa noite só (07/02): foi o mais votado nos estados de Minnesota, Missouri e Colorado, este último considerado reduto do seu principal opositor dentro do Partido Republicano, o pré-candidato Mitt Romney.


Foto: O artigo a seguir, de minha lavra, foi publicado na 2ª edição da Revista Vila Nova,na seção de Política. Aconteciam as prévias para as eleições americanas à época e Rick Santorum se destacava com um discurso em defesa dos valores. Nos questionávamos sobre o que caracterizaria um conservador e quais seriam os seus ideais, ao mesmo tempo em que o buscávamos para nós. Margaret Thatcher, como grande líder conservadora que era, foi apresentada como exemplo desta atitude.

Hoje, dia em que morreu a Dama de Ferro, publico novamente este artigo, também como um tributo àquela grande mulher.

Na foto, Margaret Thatcher e Ronald Reagan, que junto com João Paulo II seguraram o Ocidente quando o comunismo avançava.

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ONDE ESTÁ O NOSSO CONSERVADOR?
Por Taiguara Fernandes de Sousa.

Taiguara Fernandes de Sousa é Editor da Revista Vila Nova.


Escrevo este artigo no momento em que Rick Santorum, pré-candidato a Presidente dos EUA pelo Partido Republicano, vence três primárias das eleições numa noite só (07/02): foi o mais votado nos estados de Minnesota, Missouri e Colorado, este último considerado reduto do seu principal opositor dentro do Partido Republicano, o pré-candidato Mitt Romney.

O desempenho de Santorum foi uma surpresa, mas levanta uma questão: o que faz com que um pré-candidato sem dinheiro para campanha e sem a preferência da mídia emplaque uma derrota tão expressiva sobre a campanha milionária de Mitt Romney?
Não sei como estará a situação da eleição nos EUA quando este artigo for lido, mas falo do que vejo agora: o que atrai em Santorum é a sua firmeza na defesa dos princípios conservadores.

Santorum não tem medo de dizer-se conservador e de propor o conservadorismo como uma solução para o fracasso da administração socialista de Obama. O lema de Rick Santorum são três palavras: “Família, Fé e Liberdade” (Family, Faith and Freedom). Três expressivas palavras. 

A defesa de valores sérios é uma marca constante em sua atuação: Santorum é contra o aborto, defende a vida humana em todos os seus estágios, defende a família e o matrimônio, é contra a intervenção abusiva do Estado na economia e a favor da liberdade de mercado e das liberdades individuais do cidadão. 

Assistindo a alguns discursos de Santorum, lembrei-me de uma frase daquela outra grande líder conservadora, que deixou sua marca na história: Margaret Thatcher. Em uma de suas célebres frases, a primeira e única mulher a ocupar o posto de Primeiro-Ministro da Inglaterra resumia muito bem qual a crença do conservador: “Deixe-me dizer em que acredito: no direito do homem de trabalhar como quiser, de gastar o que ganha, de ser dono de suas propriedades e de ter o Estado para lhe servir e não como seu dono. Essa é a essência de um país livre, e dessas liberdades dependem todas as outras”.

Liberdade, família, propriedade, fé. Estes são os valores que defende um conservador, é por este credo que ele luta. 

Margaret Thatcher, Ronald Reagan e João Paulo II foram três dos maiores líderes conservadores que tivemos no século XX. A defesa firme e destemida da liberdade e da dignidade do homem, de um Estado que não seja tirânico, de um Governo que não pense que os cidadãos são “seus escravos”: este foi o tom de seus discursos. E por isso mesmo entraram para a história: defenderam valores, princípios. E valores que não passam, princípios de uma atualidade perene.

Nas eleições americanas, Obama é socialista e Romney sustenta ora um discurso, ora outro. Santorum – que além de conservador, é católico – atraiu o eleitorado americano porque defendeu com muita firmeza, até o momento, os valores que fundamentam a nossa civilização: a família, a fé e a liberdade. E os americanos estão votando naquele que não tem medo de apegar-se em princípios.

Como disse, não sei qual será o futuro das eleições americanas ou de Santorum. Falo do que vejo até o momento.

Mas é preciso que nós, brasileiros, nos indaguemos: onde está o nosso político conservador? Onde está o nosso Reagan? A nossa Thatcher? (Não, ainda não temos a “nossa” Thatcher.)

No Brasil fazem falta políticos que defendam princípios. Fazem falta políticos que destemidamente defendam os valores que o povo brasileiro ama e venera: a liberdade, a fé, a família, a vida. 

Já estamos cheios de defensores do aborto, de corruptos mesquinhos que mudam seus discursos conforme isso lhes traga votos. Já estamos cheios de políticos metidos, que acham o povo brasileiro incapaz de ser livre e que pensam que somos propriedade do Estado, escravos do Estado, “paus-mandados” do Governo.

Onde está o nosso conservador? Onde está o nosso defensor da família, da fé e da liberdade? Já passou da hora de ele sair da toca.
Na foto, Margaret Thatcher e Ronald Reagan,
que junto com João Paulo II seguraram o
Ocidente quando o comunismo avançava.
O desempenho de Santorum foi uma surpresa, mas levanta uma questão: o que faz com que um pré-candidato sem dinheiro para campanha e sem a preferência da mídia emplaque uma derrota tão expressiva sobre a campanha milionária de Mitt Romney?
Não sei como estará a situação da eleição nos EUA quando este artigo for lido, mas falo do que vejo agora: o que atrai em Santorum é a sua firmeza na defesa dos princípios conservadores.

Santorum não tem medo de dizer-se conservador e de propor o conservadorismo como uma solução para o fracasso da administração socialista de Obama. O lema de Rick Santorum são três palavras: “Família, Fé e Liberdade” (Family, Faith and Freedom). Três expressivas palavras. 

A defesa de valores sérios é uma marca constante em sua atuação: Santorum é contra o aborto, defende a vida humana em todos os seus estágios, defende a família e o matrimônio, é contra a intervenção abusiva do Estado na economia e a favor da liberdade de mercado e das liberdades individuais do cidadão. 

Assistindo a alguns discursos de Santorum, lembrei-me de uma frase daquela outra grande líder conservadora, que deixou sua marca na história: Margaret Thatcher. Em uma de suas célebres frases, a primeira e única mulher a ocupar o posto de Primeiro-Ministro da Inglaterra resumia muito bem qual a crença do conservador: “Deixe-me dizer em que acredito: no direito do homem de trabalhar como quiser, de gastar o que ganha, de ser dono de suas propriedades e de ter o Estado para lhe servir e não como seu dono. Essa é a essência de um país livre, e dessas liberdades dependem todas as outras”.

Liberdade, família, propriedade, fé. Estes são os valores que defende um conservador, é por este credo que ele luta. 


Margaret Thatcher, Ronald Reagan e João Paulo II foram três dos maiores líderes conservadores que tivemos no século XX. A defesa firme e destemida da liberdade e da dignidade do homem, de um Estado que não seja tirânico, de um Governo que não pense que os cidadãos são “seus escravos”: este foi o tom de seus discursos. E por isso mesmo entraram para a história: defenderam valores, princípios. E valores que não passam, princípios de uma atualidade perene.
Nas eleições americanas, Obama é socialista e Romney sustenta ora um discurso, ora outro. Santorum – que além de conservador, é católico – atraiu o eleitorado americano porque defendeu com muita firmeza, até o momento, os valores que fundamentam a nossa civilização: a família, a fé e a liberdade. E os americanos estão votando naquele que não tem medo de apegar-se em princípios.

Como disse, não sei qual será o futuro das eleições americanas ou de Santorum. Falo do que vejo até o momento.

Mas é preciso que nós, brasileiros, nos indaguemos: onde está o nosso político conservador? Onde está o nosso Reagan? A nossa Thatcher? (Não, ainda não temos a “nossa” Thatcher.)

No Brasil fazem falta políticos que defendam princípios. Fazem falta políticos que destemidamente defendam os valores que o povo brasileiro ama e venera: a liberdade, a fé, a família, a vida. 

Já estamos cheios de defensores do aborto, de corruptos mesquinhos que mudam seus discursos conforme isso lhes traga votos. Já estamos cheios de políticos metidos, que acham o povo brasileiro incapaz de ser livre e que pensam que somos propriedade do Estado, escravos do Estado, “paus-mandados” do Governo.

Onde está o nosso conservador? Onde está o nosso defensor da família, da fé e da liberdade? Já passou da hora de ele sair da toca.


Taiguara Fernandes de Sousa é Editor da Revista Vila Nova.

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