sexta-feira, 28 de junho de 2013

Marilena Chaui: um caso clínico, não de política

Caros,
Peço que vocês vejam este vídeo em que a petista Marilena Chaui tenta explicar por que não concorda com a expressão “nova classe média”, empregada, diga-se, tanto pela presidente Dilma no pronunciamento de 1º de Maio como no horário político do PT. São cenas fortes. Não as deixem ao alcance das crianças. O que vai abaixo, quero crer, ilustra mais um caso clínico do que político. Na madrugada, volto ao assunto. Marilena atinge o auge da estupidez a partir dos 3min30s.


Lula estava presente. Quando ela falou, ele cobriu, rindo, o rosto com as mãos. E depois há ainda quem queria censurar um vídeo do “Porta dos Fundos”… É evidente que nem Marilena deve ser censurada. Eu defendo liberdade para todos os humoristas. É claro que há uma ligeira diferença entre aquela turma e a sedizente filósofa. Eles se financiam no mercado. Ela é uma funcionária pública, paga com os recursos produzidos pela classe média que ela “odeia”.  Santo Deus! Eu era ainda um pós-imberbe de esquerda quando vi esta senhora, na Filosofia da USP, numa reunião de estudantes, desferir um palavrão cabeludo, bem cabeludo mesmo!, contra a Reitoria. Cochichei com um amigo: “O vocabulário dela é pior do que o nosso…”. Eu a considerei, então, destrambelhada e populista. Trinta e dois anos depois, vejo que estava certo. Mas volto a esta senhora na madrugada.

Por Reinaldo Azevedo

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/marilena-chaui-um-caso-clinico-nao-de-politica/



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