quinta-feira, 13 de junho de 2013

R$ 0,20 a mais: "Eu sou contra o quê?"e o dilema do pobre


Mais do que os movimentos mantidos (link: http://www.networkedblogs.com/p/M6OkL), a consciência comprada "não tem preço". Questionamentos simples da vida do trabalhador:

A passagem a R$ 0,20 é um roubo"? - Óbvio! Nosso sistema de transporte é medíocre. Por muito menos, cidades em países desenvolvidos pagam um transporte menos burocráticos, cheio de sindicatos e pitacos governamentais; sem os cartéis e com muito mais qualidade. Além de mal sinalizados, com fluxo mal planejado e com sistemas alternativos (como o caso dos metrôs que demoram séculos) que não saem do papel, o transporte do Brasil é muito centralizado, afogado e maléfico para qualquer saúde. 


De quem é o problema? 

Há um pouquinho também da má educação brasileira. Não digo isso citando "mais escolas, mais educação" (sic) não, a exemplo de vários posts de facebook que observo. Diria o professor J. Monir Nasser: "O Brasileiro confunde educação com ensino. "Há uma confusão mental estabelecida nesse aspecto". Nossos índices de homicídio são altíssimos, mais do que muitas guerras ao redor do mundo. Nossas taxas de abuso sexual (68 mil ao ano) são altíssimas. O Brasileiro é por si um sujeito bruto, numa cidade extremamente estressante. Mas também há um serviço mal educado e, consequentemente, vai do segurança da estação ao cobrador, do motorista e ao usuário. O brasileiro não é um povo tão pacífico como se pensa. A culpa é da polícia? 


Primeiro: 

Quem era e o que desejam esses movimentos? A priori, chamar a atenção e praticamente...nada! Protesto é algo legítimo num estado democrático de direito? Sim! Mas estar na mídia com depredações esdrúxulas e analfabetismo dá ibope, dá "visibilidade", status, dá aquela "moral"  sobre os outros militantes. Mesmo quando se é revolucionário por partido insignificantes, ou de alguma visibilidade, esses atos, que de revolução não trazem nada, são o status quo dos militantes. 



"Vamos queimar a bandeira do Brasil aaaaaaaaah". Ok, mas estamos falando de transporte público. De quem é o problema? Falta de respeito pelo país gera um "transporte mais agradável e pessoas mais agradáveis"? 

Segundo:


Qual a diferença entre um militante desses e umas minorias escondidas em torcidas organizadas? Nenhuma! Recebem dinheiro público para fazer o que fazem e a maioria se beneficia de algum dinheiro do governo. Mas, ironias à parte, esse tipo de cidadão é peculiarmente o mesmo que odeia futebol, lê meia dúzia de livros, "fuma um charuto" com os amigos no bar e diz: "futebol é entretenimento da massa e dos alienados". Mas o comportamento violento nesse aspecto é o mesmo. Agir com selvageria é discurso legitimado por tais militantes pela tal "liberdade de expressão" e direito de protesto. Mas, quem está livre nesse aspecto? O trabalhador que está no trânsito, com duas horas de congestionamentos e com risco de ter seu ônibus depredado? 


Voltando ao preço das passagens: 


Sob a ótica da "regra de três", como diria L. Sakamoto, "menos gás de pimenta é menor valor de passagem" - a consequência do aumento é a "violência da polícia burocrática da ditadura cheia de torturas". Quase vejo aí um militante gritando: "isso aqui vai virar o Chile"(sic). Mas, o que desvaloriza o bolso do usuário não são as passagens, mas o ciclo vicioso: os altos impostos. O trabalhador mal tem dinheiro para colocar comida no prato, quem dirá pagar a passagem do ônibus. Sendo simples nesse raciocínio, quem está com as contas altas é o trabalhador que paga altos impostos e, além deles, tem que pagar os impostos do serviço "público" de transporte. Quem fica com o dinheiro no final das contas? Sempre o governo, centralizado, burocrático da esquerda, que se beneficia, beneficia a estes grupelhos que vivem de um dinheiro público para fazer arruaça. Há algum "pobre" representado ali? Nenhum! Não há sequer interesse real de um trabalhador médio que leva esse país nas costas. 

Para finalizar: Qual selvageria dessa militância é justificada? Nenhuma! Porque ali não há protesto, não há inteligência, não há coerência. Deixo a frase do prof. Francisco Razzo:


"Fosse aumento do preço dos livros, não haveria um único 'estudante' para protestar". 



Leandro Souza



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