sábado, 28 de setembro de 2013

O mito da raça ariana africana




Alguns leitores politicamente corretos ficaram escandalizados quando eu disse que a cultura africana, sob o epíteto de “cultura negra”, não teve contribuições significativas na historia humana. Ou pelo menos, algo que assemelhasse ao legado cultural europeu na história. Agora inventaram a lenda de que os egípcios antigos eram “negros”. Será? Curioso, pois na maioria da população egípcia atual se vê pessoas de textura moura, árabe, grega, menos negra. Negros são minoria lá. Não há ali um Sudão, uma Etiópia ou Angola e Moçambique. Na verdade, a lenda é uma tentativa de contrapor as indeléveis contribuições da Grécia Antiga.  Os movimentos negros racistas querem defender a idéia de que a civilização ocidental tem origem africana. Será possível um Platão ou Aristóteles negros? Nada mais forçado do que isso.

Lembro-me de um desses militantes racistas, um pseudo-historiador americano de estudos “negros” chamado Leonard Jeffries. Ele afirmava que os negros são mais criativos do que os brancos por conta da melanina na pele. E acusava os judeus de terem financiado a escravidão africana. Claro que ele ocultou um fato bem mais real: os próprios negros da África eram escravistas e participaram ativamente no comércio dos seus “irmãos” aos portugueses, ingleses e holandeses, dentre outros. As elites africanas negras, corruptas até a demência e responsáveis pela miséria horrenda de seu povo, também foram aqueles que lucraram com a escravidão.

É mania dos ativistas negros justificar todas as suas mazelas na presença do homem europeu. Acredito que vão passar séculos acusando-os, por conta de sua própria incompetência. É bem verdade que os impérios coloniais cometeram várias atrocidades com os africanos. Como também é verdade que esses impérios coloniais, em algumas nações africanas, trouxeram prosperidade, riqueza e cultura. Alguém dirá que Angola e Moçambique eram mais pobres antes da guerra civil fraticida que dizimou estes países? Ou que a África do Sul, a despeito da apartheid, é miserável? Os pobres negros de Angola e Moçambique preferiam trabalhar com os racistas brancos que pagavam salários mais altos do que em seus respectivos países.

Aliás, não é apenas o branco que é racista. A África também é. O tirano de Uganda, Idi Amin Dada, expulsou uma antiga comunidade indiana desde o tempo do Império Britânico e confiscou toda sua riqueza, empobrecendo ainda mais um país paupérrimo. A Frente de Libertação Nacional da Argélia expulsou toda uma comunidade de franceses, italianos e espanhóis e transformou a rica colônia francesa em um dos países mais pobres e corruptos do mundo. Robert Mugabe, o déspota de ocasião da antiga Rodésia, atual Zimbabwe, arruinou a economia do país e o está levando à fome. Ao hostilizar, confiscar os bens e expulsar os agricultores brancos, quem produzirá a comida? A inflação explodiu, corroendo as finanças.

Na Etiópia, o ditador Mengistu Mariam matou de fome cerca de um milhão de seus concidadãos, através da coletivização forçada no estilo soviético e eliminou outras centenas de milhares na Eritréia, com a ajuda dos serviços da STASI alemã e das tropas cubanas enviadas por Fidel Castro.

Uma questão é solenemente e criminosamente ignorada entre muitos apologetas da África: mais do que o imperialismo britânico, francês ou português, a África da atualidade é miserável por conta de suas elites nativas, após as “guerras de libertação nacional”. “Libertação nacional” patrocinada pela União Soviética e por seus capatazes da Universidade Patrice Lumumba.

Elites estas formadas nos cânones socialistas europeus e soviéticos. Elites que formaram imensas fortunas sob o espectro da ajuda internacional dos países ricos. Para se ter uma idéia da “maldade” dos europeus e americanos, a remessa de dinheiro que já foi enviada a vários países da África a fundo perdido, por toda a segunda metade do século XX, vale cerca de quatro Planos Marshall aplicados na Europa pós-guerra. E onde está todo esse dinheiro? Nos bancos suíços, nas contas dos ditadores socialistas africanos.

A ideologia de classe marxista, na África, tornou-se uma ideologia racista contra brancos e até contra tribos negras inimigas. Encharcados da literatura chorosa e repulsiva de Franz Fanon, com pitadas de Marx e Lênin, as guerras civis na África mataram milhões de pessoas e reduziram populações a um nível de miséria pior do que na época em que o continente era retalhado de protetorados coloniais. Se na África miserável não há proletariado e nem burguês, é melhor degolar os tutsis ou os hutus da vizinhança ou estuprar mulheres brancas francesas, belgas ou inglesas. Eis o estado psicológico do que representa a verdadeira África fora dos folhetins universitários!
Recordemos de que quando se fala de “cultura negra”, se está falando também de uma ficção inventada por intelectuais. Os negros da África não se vêem como uma “raça” uniforme. É o mesmo que negar ao continente europeu a existência dos portugueses, espanhóis, italianos, franceses, alemães, ingleses, suecos, dinamarqueses, poloneses, e assim sucessivamente. O problema é que uma boa parte dessa dita militância “negra” ocidental é completamente ignorante da realidade africana. Apegaram-se a uma doutrina racial para forjar uma identidade fajuta.

Isso me fez recordar de um evento que assisti na Igreja Luterana, chamado “Conversa de Preto”. Havia um sujeito que fez uma palestra sobre um poeta paraense, exaltando a cultura africana no Brasil. Falava de sua “musicalidade”, de sua “cantoria”, de sua “alegria”, em detrimento da austeridade do europeu cristão. Os alemães idiotas ficaram encantados com aquele embuste. E me perguntava, cá com meus botões: existiu algum Bach, algum Mozart ou algum Verdi negro? “Música negra”, se é que podemos chamar assim, é uma mestiçagem com boa dose de música europeia. Blues, Jazz, Soul, chorinho, samba, etc. Scott Joplin, o grande pianista negro norte-americano do Ragtime no início do século XX, teve sua formação através de um erudito maestro judeu-alemão. Padre José Maurício, regente da corte de Dom João VI, absorvia uma sólida influência classicista de Mozart e Haydn. Nossos escritores nacionais negros e mulatos liam em francês e italiano. Refiro-me a Lima Barreto, Cruz e Souza ou Machado de Assis. Nenhuma recordação da África, salvo na cor da pele.

Aliás, quando se fala de civilização europeia, não falamos de uma “civilização branca”. Na realidade, esse termo era usado apenas no século XIX e acabou em desuso, justamente porque, além de ser racista, a Europa é cultura e não uma raça. Há inúmeras influências de outros povos. A religião da Europa, cristã, é de origem semítica. O alfabeto latino tem origem fenícia. Embora os fenícios se estabelecessem no norte da África, suas origens também são semíticas. A cultura romana e grega presumivelmente tem origem ariana. Não me refiro à mistificação grosseira e fraudulenta dos pangermanistas alemães que inventaram o mito da raça ariana. Falo aqui dos povos arianos do oriente, que provavelmente invadiram a Pérsia, a Índia e a Europa durante milênios, também chamados povos indo-europeus.

Tutancâmon era negro? Não parece. Era moreno, tinha a pele escura, mas não possuía traços negroides. Se atentarmos apenas aos aspectos pictóricos, os egípcios antigos eram outro espécime de povo. A obsessão racial da militância afro já chegou ao cume de afirmar que Sócrates era negro! Os delírios raciais dessa turma refletem um sentimento profundo de inferioridade. Um sentimento claro de que só fora da África é que há salvação.

De fato, os negros conseguiram se realizar intelectualmente apenas na civilização ocidental. Talvez fosse um ato de caridade escravizá-los para inseri-los numa outra sociedade onde a liberdade e o indivíduo têm algum valor a mais. De fato, houve gente lá no século XVII que acreditava fazer um serviço de evangelização e salvação de almas ao escravizar africanos e deportá-los para a América. O abolicionismo não foi produto africano, mas europeu. Por mais abominável que seja o tráfico de pessoas, essa abominação existe porque somos ocidentais. A África jamais aboliu totalmente a escravidão e nem quis aboli-la. Sempre a legitimou em quase toda sua história. Se houve algum progresso de liberdade neste continente, deveu-se ao malvado homem branco, cristão, da Inglaterra a Portugal, que começou a se apiedar do pobre destino dos cativos. No Brasil, uma princesa de uma antiquíssima Casa Real europeia, católica fervorosa, assinou a lei que libertou os escravos e deu-lhes cidadania. O movimento negro simplesmente a ignora para relembrar Zumbi dos Palmares, um líder escravista tribal típico da África. O culto da raça empobrece o pensamento humano. Turvou a visão dos ativistas negros.


Nostalgia da senzala? Da escravidão? Os abolicionistas fizeram um esforço hercúleo para que os africanos da atualidade sentissem uma falta, um “banzo” de seus próprios grilhões. A senzala, por assim dizer, virou um mal espiritual. 

4 comentários :

  1. "Será possível um Platão ou Aristóteles negros? Nada mais forçado do que isso."
    RACISMO QUALIFICADO - INSULTO aos negros, se você fosse negro jamais escreveria isto, talvez um membro da KKK gostasse destas palavras. Qual o problema de um Platão ou aristoteles negros?

    "Talvez fosse um ato de caridade escravizá-los para inseri-los numa outra sociedade onde a liberdade e o indivíduo têm algum valor a mais"

    Um ato de caridade ESCRAVIZÁ-LO? SER ESCRAVIZADO NUMA SOCIEDADE LIVRE???? ANIMAL, você prestou atenção no que você escreveu? Este foi o pior texto conservador que li REFAÇA-O! Mario Ferreira disse que os africanos nunca conseguiram alcançar o grau de civilização urbana, mas não disse uma palavra sobre o QI dos negros.
    Que decepção, é por isso que racistas e integralistas estão à direita no espectro politico.

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  2. Os não brancos agora são maioria na população brasileira e muitos conservadores deliberadamente os jogam para a esquerda, porque não têm discursos de integração e sim confrontadores e insultuosos.

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  3. E os esquerdistas negros choram diante da verdade......

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  4. E os esquerdistas negros choram diante da verdade......

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