quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O policial cumpriu seu dever, enquanto Leonardo Sakamoto ficou fora de si


1383118_603288323045807_1579530080_n
No post Motoqueiro registra ladrão sendo baleado em São Paulo. Aguardo o pronunciamento da esquerda, falei de um evento ocorrido no último domingo, quando um assaltante tentou roubar a moto de um vigia e foi baleado por um policial a paisana. Tudo filmado por uma câmera posicionada no capacete do vigia.
No texto, previ que não tardaria para a esquerdalha começar a lamentar a morte do criminoso.
Pois não é que no dia seguinte Diego Quinteiro, parceiro de propaganda política de PC Siqueira, escreveu uma crônica (boa dica do site Meu Professor de História Mentiu Pra Mim) para tentar transformar o bandido em vítima? Ele disse:
A ambulância chegou rápido, mas não a tempo de salvar João. No chão, olhando para o céu pela última vez, ouviu as palavras da pequena multidão que cercava seu corpo moribundo:
- Ladrão!
- Bem feito!
- Vagabundo.
Paulo achou justo: cada um deve ter aquilo que merece! E, de fato, ele merecia as coisas que tinha.
João não achou justo: cada um deve ter a vida que merece!
E, de fato, ele não teve a vida que merecia.
O abilolado Quinteiro disse que seu texto foi “inspirado, mas não baseado, nesse vídeo [o do bandido sendo baleado ao tentar roubar a moto] e nos tristes comentários feitos sobre ele”. Concluiu, obviamente: “O rapaz desse vídeo sobreviveu”.
Mas Quinteiro não é tão engraçado como Leonardo Sakamoto, famoso por sua tese defendendo que em um crime a culpa é da vítima por causa de ostentação. Quinteiro é um pobre coitado, mas Sakamoto faz posts praticamente trash, especialmente por que se leva a sério demais, mesmo propagando delírios que assustariam até os pacientes do Juqueri.
Sakamoto nunca foi capaz de fazer um post conectado com a realidade. E, como diria o Barão de Itararé, de onde menos se espera daí mesmo é que não sai nada. Irritadíssimo com a comemoração da direita com a morte do criminoso, ele perdeu a cabeça e perpetrou o post mais bizarro do ano, intitulado O policial cumpriu seu dever. As redes sociais é que estão fora de si, em um verdadeiro clássico do “quando não faz sujeira na entrada, faz na saída”, pois ele começa até razoavelmente são:
Sobre o ato em si, não há muito o que dizer. Na minha opinião, o policial cumpriu seu dever.
Está explicada a chuva de hoje! Sakamoto dando razão a um policial que baleou um bandido? Isso não é algo que vemos todos os dias. É aí que podemos cair no erro de pensar que alguém apertou alguns parafusos soltos em sua cabeça. Ledo engano, pois veja este momento surreal:
De qualquer forma, é um caso trágico em todos os sentidos, que não deveria ser comemorado.
Como é? Um sujeito tem sua moto roubada, e está pronto para voltar a pé para sua casa, quando aparece um policial e dá dois pipocos no marginal, conseguindo recuperar a moto da vítima. Isso é trágico? O ato de ver uma vítima ter seu bem recuperado não é motivo para a comemoração? Só aí já vemos o lado que Sakamoto escolheu para torcer…
Contudo, o que vi nas redes sociais após o caso foi uma catarse, com hordas celebrando que uma pessoa foi abatida. Li gente pedindo sangue, literalmente. E, apesar de  não ser um caso de “justiça com as próprias mãos”, mas sim de ação da força policial, vi quem se aproveitasse da situação para exigir que julgamentos sumários sejam feitos para acabar com a criminalidade. Chega de julgamentos longos e com chances dos canalhas se safarem ou de “alimentar bandido” em casas de detenção. Execute-os com um tiro, de preferência na nuca para não gastar muita bala, e resolve-se tudo por ali mesmo. Limpem a urbe para os “homens de bem”.
O que Sakamoto não é capaz de perceber é que a reação de torcida pela morte do criminoso é sempre acompanhada pela torcida em prol das vítimas. O ser humano é um animal empático, que reage de forma compassiva muitas vezes quando sente uma espécie de identidade com outras pessoas vítimas de adversidades. Quando alguém celebra a morte de um criminoso em um momento em que vê uma vítima de crime ser salva está apenas reagindo empaticamente aos eventos do mundo. As pessoas tendem a se colocar no lugar das vítimas, e não dos criminosos, por que possuem identidade com as vítimas. Um cidadão comum sabe que é alguém vulnerável a criminosos armados. A reação automática e mais justificável é a de empatia, portanto, com aqueles com quem temos identidade. No evento do crime, ao apontar uma arma, o criminoso simplesmente se colocou em oposição absoluta ao dono da moto. Não havia como torcer por ele. E, quando alguém torce para um criminoso violento ser baleado, é por que está pensando nas vítimas potenciais dele. É contra reações dignas, de seres humanos empáticos, honestos e pagadores de impostos que Sakamoto se revolta.
Neste momento do texto, alguém com graves problemas cognitivos dirá: “ah, você já vai começar a defender bandido”” Não vou tentar explicar, novamente, que não, pois perdi a esperança de que esse tipo de pessoa venha a entender esse debate. Estou falando com os outros, que podem discordar desse ponto de vista, mas que absorvem o contraditório e refletem sobre ele.
Ué, mas foi exatamente Sakamoto aquele a afirmar que os tiros lançados contra um criminoso para salvar a moto de uma vítima compõem “uma tragédia”. Volte alguns parágrafos e reveja. Ele reconhece, então, que tem graves problemas cognitivos, pois ele próprio reconheceu defender, ou ao menos torcer para o bandido.
Mas é aí que temos que usar a dinâmica social na investigação política e, na avaliação da congruência entre discurso e comportamento de Sakamoto, finalmente entender o que está por trás de tanta indignação do japa com o fato do bandido ser alvejado: o desejo de aumentar o tamanho do estado. Falaremos disso daqui a pouco.
O Estado – esse cretino opressor de uma figa – está aí para impedir uma catástrofe maior – pelo menos, enquanto não tivermos consciência o suficiente para tomar o seu papel.
Aqui é só o embaralhar e dar de novo em cima dos truques marxistas. A farofa é a mesma de sempre: um dia não precisaremos do estado, mas, até lá, confiaremos de forma cega no estado e blá blá blá…
E, como já disse aqui antes, ao criticar esse discurso fácil que defende execuções públicas, não estou do lado do “bandido”, mas sim do pacto que os membros da sociedade fizeram entre si para poderem conviver em harmonia. Em suma, abrimos mão de resolver as coisas por nós mesmos para impedir que nos devoremos. E que, em uma decisão equivocada tomada na solidão emotiva do indivíduo, mandemos para a Glória alguém inocente.
Como é possível alguém ter a cara de pau de editar os fatos desse jeito? Quando o bandido usa uma arma em um assalto, simplesmente rejeitou todo e qualquer pacto social, dando sanção moral para que um policial o abatesse, assim como para que um cidadão pudesse se defender com o uso de uma arma também. Se um inocente for vitimado, basta, para isso, levar o caso à justiça, pois falamos de pessoas que entendem os pactos sociais, ao invés de criminosos violentos, que os rejeitam por completo. Em suma, o único que violou radicalmente os contratos sociais foi o criminoso, e os demais, a pensarem em seu direito de se defesa, nada fizeram contra esses contratos. Mas, ainda assim, Sakamoto inverte os fatos para dizer que aqueles que pensam em se defender “violam o contrato social”. É o oposto: se defender de criminoso é o direito moral de proteção à própria vida. É um dos contratos sociais mais valiosos que temos.
Mas, como todos nós sabemos, a pena de morte já existe em São Paulo e no Rio de Janeiro, apesar de não institucionalizada, como instrumento de controle policial ou de justiciamento pelo crime organizado. Há também milícias, envolvendo policiais, que se especializaram nisso, inclusive, ao avocar para si o monopólio da violência que, por regra, deveria ser do Estado.
Tenho que esfregar os olhos, pois é difícil acreditar que ele usou um argumento tão ofensivo à inteligência! É verdade que muitos criminosos se matam entre si, especialmente os traficantes de drogas. Mas isso ainda não implica em termos que permanecer catatônicos em relação ao fato de que bestas humanas estão aí prontas para vitimar cidadãos honestos (a maioria deles pertencente às classes mais baixas).
Ademais, a ideia de “monopólio da violência para o estado” é uma crença do Sakamoto, mas esse é mais um problema moral dele. A constituição mais sadia do mundo, a dos Estados Unidos, prevê que os cidadãos tenham o direito de se armar a ponto de poderem até reagir contra um possível totalitarismo do estado. Então, se Sakamoto quer nos vender a ideia de que “o monopólio da violência é do estado”, que se acostume a notar que esta noção é facilmente refutável diante do direito do ser humano honesto em se defender.
Para contrapor os bandidos, muitos defendem o terrorismo de Estado ao invés de buscar mudanças estruturais (como garantir real qualidade de vida à população para além de força policial dia e noite).
Quem ainda não entendeu a dinâmica da apologia ao crime feita pela extrema-esquerda deixou escapar o ponto principal. Todo discurso deles de apreço ao criminoso se complementa com um pedido de verbas refletido em inchaço estatal. Ou seja, a partir do momento em que um criminoso comete um ato de barbarismo extremo, um esquerdista começará a pregar que um dia a violência acabará se dermos todo nosso dinheiro ao estado para que este corrija as falhas humanas. Sakamoto, eu não nasci ontem ;)
Boa parte da população, apavorada pelo discurso do medo, mais do que pela violência em si, tem adotado a triste opção de ver o Estado de direito com nojo. 
Mais truques de falsas rotulagens, agora com a tentativa dele usurpar o rótulo “Estado de direito” para turma anti-civilização que ele defende. Na verdade, um estado que nos defende de criminosos, muitas vezes sem usar luvas de pelica diante de terroristas, é o verdadeiro Estado de direito. Já um estado omisso, que abre as pernas para a violência dos criminosos (devido ao constrangimento causado pelos políticos de esquerda), perdeu sua razão de existir.
No momento em que o bandido caiu ao chão, pudemos finalmente dizer: “Até que enfim, gastaram nosso dinheiro de impostos em algo que preste”.
Por isso, desejo tanto que nossa Justiça funcione aqui e agora, punindo culpados, de acordo com o Código Penal, e prevenindo as origens da criminalidade, de acordo com a Constituição. Ladrões de motos ou empresários que desviam milhões, da mesma forma. O que está em jogo aqui é que tipo de Estado e de sociedade que estamos nos tornando ao defendermos Justiça sem o devido processo legal ou com as próprias mãos.
Ele é bem repetitivo. Em um outro texto, ele protestava contra a redução da maioridade penal dizendo que “o que está em jogo é que tipo de sociedade queremos ser”. Agora, tenta nos chantagear dizendo que “o que está em jogo é que tipo de Estado e de sociedade que estamos nos tornando ao defendermos Justiça sem o devido processo legal ou com as próprias mãos”. Lamentável, lamentável.
Pois bem. Quando ele diz que “tipo de estado e de sociedade que estamos nos tornando”, quer hipnotizar seu público convencendo que as pessoas “se tornam estado”. Mas na visão daqueles que não foram acometidas pelo vírus mental ultra-esquerdista, o estado está aí para nos servir. Que ele não projete nos outros sua sanha de obter poder em estados inchados da esquerda.
E, ao permitirmos o direito de defesa contra criminosos violentos, estaremos, enfim, nos transformando em uma sociedade livre, na qual tanto um esquerdista pode chorar diante de um um criminoso baleado, como um direitista pode ter o direito de se defender de assaltantes de mão armada.
Não podemos nos esquecer, também, que a criminalidade tem várias origens, incluindo o histórico familiar de cada um, como também a personalidade dos indivíduos. Entretanto, uma das origens da criminalidade também reside no discurso de apologia e tolerância ao crime praticado por gente como Sakamoto.
Por exemplo, hoje o Brasil tem praticamente uma sub-cultura de ode ao criminoso, onde até menores de 18 anos podem cometer todo e qualquer crime que quiserem (o que vem desde a aprovação do ECA em 1988). É o paraíso sakamotiano. Mesmo assim, tornamos o país campeão mundial de homicídios. Agora, a cada vez mais, estamos nos isolando na liderança.
A fórmula esquerdista serve para facilitar a vida dos criminosos. E, ao mesmo tempo, arrumar pretextos para que esquerdistas inchem estados.
Ainda assim, em um dia nos sentimos revigorados tanto em nossa cidadania como em nossa valoração da honestidade. Este é o dia em que vimos um caso raro neste país: um criminoso perder, e a vítima ganhar. O Estado de direito venceu. Sakamoto perdeu.
no blog: http://lucianoayan.com/author/lucianohenrique/

4 comentários :

  1. O Estado é uma fabrica de bandidos. Com PSDB depois PT está do mesmo jeito!
    O que fazer?? Mudar de país tipo o Olavo de Carvalho??

    ResponderExcluir
  2. Olá venho por meio desta divulgar o PDN (http://pdnacional.blogspot.com.br/) COntamos com toda colaboração possível para reerguer nosso país!

    ResponderExcluir
  3. Apenas uma observação sobre algo do texto:

    "A constituição mais sadia do mundo, a dos Estados Unidos, prevê que os cidadãos tenham o direito de se armar a ponto de poderem até reagir contra um possível totalitarismo do Estado."

    Como o Patriotic Act, o desarmamento, a NSA e o chip do Obamacare, esse negócio de resistir ao Estado é algo essencialmente fantasioso, quase uma anedocta romântica, bem quixotesca mesmo.

    Bem, é isso! De resto, o texto está ótimo!

    ResponderExcluir