sexta-feira, 9 de maio de 2014

O Brasil brasileiro

Paulo Freire é a maior prova de como destruir uma educação. O problema do brasileiro não é só na escrita. Seu pensamento já é viciado, revolucionário em si. Ele já traz todos os resquícios de "quebra-quebra" e revolução implícitos na cabeça de todo militante revolucionário. Quando vão articular qualquer ideia, acabam por fazer exatamente como o esquerdista, mas sem as estratégias antes por ele usadas, porque seu discurso é diferente, mas sua dialética é viciada.

Muitas pessoas afirmam querer mais educação, mais saúde, mais emprego, mas mal sabe diferenciar o que é isso na prática. Ele mal entende de economia, de saúde, ou mesmo de educação. Apenas aprendeu a discursar como os gritos do revolucionário "anti-governista". Por que ser contra o governo? Há um sentido. Esse sentido deve estar ligado à compreensão, a como essa estrutura funciona, econômica e socialmente falando. Não há como destruir essa estrutura, sem antes saber como ela é de fato.

Mas é necessário se reeducar para isso. Assim, o sujeito sai dos passionalismos e das disputas rasas da política. A dicotomia sem sentido:"tem que ser este, porque ele é bonitinho para o público". Ou quando se trata de que sentido a filosofia tem, não apenas pela leitura desta, porque qualquer um pode aprender filosofia e ser um revolucionário. Qualquer um pode ler Heidegger, Nietzsche, Foucault, Oakkeshot, James, Dostoiévski, pensando ser um filósofo, mas é um revolucionário. Exercer seu conhecimento apenas para abarcar sua revolução interna e pessoal. Exerce, nesse sentido, a sede de poder, a sede do conhecimento para dizer: "eu sei mais do que você e posso comandar sua vida".

Não adianta só reensiná-lo a escrever, mas também como pensar


L. Souza

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