sexta-feira, 22 de julho de 2016

Canalhice e negação da realidade


Eu estava escrevendo o texto Duplipensamento e Novilíngua:1984 às portas quando me lembrei de um triste episódio – que agora até me parece cômico – envolvendo o livro 1984 de Orwell. Se eu lhe contar parecerá mentira, porém é a pura e patética realidade das universidades brasileiras.
Aconteceu que eu fui aluno em um curso de Letras, numa faculdade privada, no qual minha professora – formada em uma universidade pública –, da disciplina chamada “Práticas Textuais”, realizou uma prova para avaliar os alunos naquele semestre. Todavia, como estava em época de Big Brother Brasil na Rede Globo, a docente decidiu que a prova teria questões baseadas no livro de George Orwell,  1984 – eis aí ele de novo – e eu, ingênuo, achei fantástico, pois adoro o livro. Mas o que eu vi não foi nada animador. A prova continha questões que procuravam levar o aluno a pensar que o livro dizia justamento do oposto da realidade que o autor pretendia passar: ao invés de se tratar de uma sociedade dominada por uma ditadura socialista aos moldes da União Soviética, induzia-se que o que fora retratado no livro era como a “opressão” sofrida por operários dentro de uma empresa privada vigiada por câmeras. Você não leu errado, ela absurdamente comparava a vigilância por câmeras feitas pelo SocIng, a polícia do pensamento, dentre outras coisas que só pode haver num regime ditatorial socialista, com o zelo que um dono de empresa privada precisa ter dentro de sua propriedade. Qualquer um, em sã consciência, que lê o livro percebe que não é nada disso que se trata.
Diante de tudo isso eu me assustei. Assustei-me com tamanha canalhice, pois não era possível que uma mulher com título de doutrora pudesse ter feito uma leitura completamente errada como essa por ignorância. Alguns colegas do curso também perceberam algo errado naquelas questões e questionaram a professora. Pelo menos não mentiu quando disse que não havia lido a obra, mas afirmou saber que o livro se tratava do assunto como estava no teste. Não questionei mais nada, apenas escrevi os fatos nas respostas da avaliação, expondo toda a verdade sobre o conteúdo do romance, ponto a ponto. E no fim, não fiquei surpreso com as consequências dos meus atos de enfrentamento, ela fez o que todo esquerdista histérico faria: deu-me um zero – e argumentou: “Fascista!”.
A realidade, a verdade, os fatos são coisas absurdas para os esquerdistas que parecem ter um rei na barriga – um ditador, diria eu – quando se confrontam com oposições às suas ideias. Canalhice e descaramento não têm limites para eles. Depois deste ocorrido, eu já não duvido de mais nada; e quem acha que há ensino sério em qualquer instituição de educação regular no Brasil só pode ser louco ou canalha, e nada mais.

2 comentários :

  1. Atualmente todo "professor" é comunistinha que adora roubar verbas públicas... marxismo cultural é só discurso de tchico ladrão que saiu da merda na "era Lula".

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