quarta-feira, 13 de julho de 2016

Dica de Leitura: 1984 – George Orwell


O livro conta a história de Winston Smith, que vive num mundo sem liberdade, uma sociedade coletivista totalmente dominada pelas garras do Partido Socing(Socialismo Inglês) e do Grande Irmão (não é claro se ele existe, ou é uma representação humana do Socing). Este governo opressor vigia a tudo e a todos através de câmeras e microfones e elimina qualquer um que se oponha às suas ideias .
Winston é um homem de meia idade, é membro do Partido e trabalha no Ministério da Verdade, o qual consiste justamente no contrário de seu nome: reescrever  os fatos da História, os jornais, os livros para tornar o Partido infalível e supremo. Contudo começa a questionar em seu interior a opressão que o governo exerce sobre o povo, gerando um conflito no seu âmago sobre o que é real e o que não é. Ele passa a perceber que tem grandes dificuldades de se lembrar da vida antes da revolução, porque os esforços do Socing com sua forte propaganda, controle da História e da linguagem tiveram efeitos devastadores em sua mente. Presente, passado e futuro eram controlados pelo Partido.
Em meio a isto, Winston conhece uma mulher que o fascina, Julia é seu nome e ela também é membro do Partido. De início, sente um ódio incontrolável por ela, a ponto de querer estuprá-la, justamente porque foi ele condicionado a repudiar qualquer cogitação de ligação amorosa e prazer sexual – sexo era somente para reprodução, e esta também era controlada pelo Socing. Mas o sentimento negativo logo se transforma quando passa conhecê-la e, secretamente, os dois mantém um caso amoroso – algo extremamente proibido para membros do Partido como eles. Então, num mundo onde se vive vigiado a todo instante por teletelas e microfones, o casal decide se rebelar contra o Partido e o Grande Irmão.
Vemos também na obra uma referência ao que se tornaria hoje conhecido como “politicamente correto”. Os cidadãos viviam sob o grande medo e desconfiança, qualquer atitude suspeita poderia ser seu fim. Os vizinhos e os próprios filhos eram incentivados a denunciar à Polícia do Pensamento quem cometesse crimideia (crime de pensamento), ou seja, qualquer um poderia ser denunciado por qualquer um, ao menor sinal de suspeita de questionamento à opressão do Partido. Muito parecido com que acontecia na U.R.S.S. e também com o que vemos acontecer hoje, quando temos minorias vitimistas organizadas criminalizam qualquer discordância e crítica às suas atitudes.
A obra é um dos livros mais interessantes que já li. Traz referências claríssimas aos movimentos revolucionários, como Nazismo, Fascismo e principalmente Comunismo – movimentos revolucionários sempre levam à ditaduras,  por isso Orwell diz em um trecho que “faz-se revolução para instalar a ditadura”. Refletindo, eu pude notar diversas situações do livro que remetem ao nosso (des)governo atual brasileiro, como o controle da mídia e ocultação da verdade histórica nos livros didáticos, favorecendo o PT; a censura dos meios de comunicação; a grande fomentação da idiotice gerada pelo descaso com a educação pública, pois, obviamente, querem que a população viva o lema “Ignorância é Força”. Certamente este é um livro que indicarei para muitas pessoas; digo mais, ele é essencial para entendermos o que se passa hoje no Brasil.

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