terça-feira, 12 de julho de 2016

Entre a Foice, o Martelo e o Governo Globalista


Você que curte HQs (histórias em quadrinhos) deve ler essa grande obra escrita por Mark Millar (Guerra Civil e Kick-Ass) num tempo em que as HQs não eram tão usadas para panfletagens esquerdopatas e nem para abrigar personagens cotistas e das chamadas “minorias”. Muitos amigos me recomendavam ler “Superman: Entre a Foice e o Martelo” há muito tempo, mas só dei atenção a isso, realmente, quando passei a estudar mais seriamente sobre política e movimento revolucionário no Brasil, e não me arrependi.
“Superman: Entre a Foice e o Martelo” conta o que ocorreria se a nave do kriptoniano, que escapara de seu planeta em destruição, caísse não nos EUA, mas na URSS, em pleno regime comunista do ditador Josef Stalin. Acontecimento este que acaba mudando totalmente os rumos dos demais personagens do Universo DC.
Kal-El é criado por membros do Partido Comunista Russo e acredita com forte convicção nos ideais do Comunismo de igualdade, em um mundo utópico sem fome e nem pobreza e luta com todas suas forças para alcançar seus objetivos sem derramamento de sangue. Porém o que vemos durante o desenrolar da trama é o óbvio: um mundo perfeito com seres humanos imperfeitos é impossível; utopias estão fadadas ao fracasso e à destruição da humanidade. Gostei muito de ver também personagens conhecidos por todos como Batman – que mais parece um membro dos Black Blocs –, Mulher Maravilha e Lanterna Verde, Lex Luthor e Lois Lane de uma maneira totalmente diferente do esperado, além do próprio Superman como um ditador.
Interessante é que no final, após a queda da ditadura comunista do Superman, Lex Luthor, até então presidente dos Estados Unidos, toma o controle mundial estabelecendo um governo global chamado Estados Unidos Global. O que em minha opinião é bem possível acontecer algo semelhante no mundo real depois de tantas tentativas de realizar o Comunismo de Marx. Imagino mesmo que virá uma classe de “iluminados” com a brilhante ideia de instaurar um governo mundial.
Deixo então esta recomendação a todos que ainda acreditam em utopias e àqueles que já deixaram de acreditar. E se você tem preconceito com histórias em quadrinho, acha que é só coisa para criança, leia também. A arte é impressionante e as cores ajudam a compor a atmosfera da história. Por fim, para mim um dos pontos fracos foi não explorar outros personagens do Universo DC que creio que caberiam muito bem na trama.

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