segunda-feira, 18 de julho de 2016

Menos Ministério da Cultura, mais indivíduos!


Não precisamos de um Ministério da Cultura, o que precisamos é resgatar a alta cultura e o Ministério da Cultura não tem feito isso e nem fará. Muito pelo contrário, ele tem sido instrumento para criação de militantes adestrados para defender regimes totalitários, além da promiscuidade e empulhação – o que na verdade é tudo a mesma coisa.
Precisamos, em verdade, que haja liberdade cultural, pois o que temos hoje é um grupinho de amigos do Partido mamando do dinheiro público e ajudando os ditadores a manterem-se no poder. Mas quem quer fazer um trabalho realmente cultural, que eleve a alma do ser humano, como deveria ser, não consegue subsistir no mercado.
Portanto, com menor interferência estatal no mercado cultural precisamos por em prática uma ideia muito interessante que Machado de Assis expõe em seu livro O Remédio é a Crítica¹, que é justamente termos uma crítica empenhada na busca pela verdade, uma crítica qualificada que se proponha a avaliar com sinceridade as obras.
É certo que ainda hoje temos críticos que agem semelhantemente como nos tempos de Machado. Há uma corja de aduladores das mais vis produções, dando-as status de obras de artes, quando não, sendo agressivos ou indiferentes com aquilo que não reproduz o discurso revolucionário do Partido. Contudo, a diferença é que hoje a maior parte  destes “críticos” é paga com o dinheiro do contribuinte, ou então são apenas idiotas úteis que só repetem o que aprenderam de seus professores marxistas.
Logo, a ideia do Bruxo do Cosme Velho é basicamente que uma crítica verdadeira tomando conta do cenário cultural obrigaria os artistas a produzirem melhores obras para se encaixar no perfil de seus avaliadores. Porém, para termos tais críticos é preciso criar uma nova elite intelectual – como sempre diz o filósofo Olavo de Carvalho. É mister uma nova elite intelectual que busque a verdade, que queira falar sobre a realidade a realidade das coisas acima de tudo, avaliar sem adulação, sem maldade, e sem indiferença; ou seja, não é um Ministério da Cultura que irá fazê-lo e sim nós os indivíduos. Nós que devemos buscar o conhecimento, preparar-nos, para exercermos as atividades culturais e tomar os lugares dos embusteiros e charlatães.
Por isso é importante que mais pessoas se inscrevam no Seminário de Filosofia do professor Olavo de Carvalho* para estudar com sinceridade, de alma e coração, a fim de fazer a diferença e salvar nossa nação da degeneração moral e cultural. Chega de esperar que o governo faça alguma coisa, faça você mesmo!
*Para se inscrever no Seminário de Filosofia do professor Olavo de Carvalho, clique aqui
Referência:
¹ ASSIS, Machado de, 1839-1908 A8483o O remédio é a crítica / coordenação de Luiz Cezar de Araújo, edição de Renan Santos. – Porto Alegre, RS: Concreta, 2015. 368p.

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