terça-feira, 19 de julho de 2016

Olavo x Karnal - Escola Sem Partido

O professor da Unicamp e comentarista da TV Cultura, Leandro Karnal, expressou significado do projeto chamado "Escola Sem Partido" - que visa impedir a doutrinação comunista dentro das escolas. 

Questionado sobre o programa de educação  feito por Miguel Nagib, fundador e idealizador do projeto, Karnal responde (vídeo abaixo), que "é uma asneira sem tamanho. O que não é político hoje em dia"?

Vejamos:

- Não entendo se o Karnal sabe que os aspectos simples da formação de um indivíduo passam também pelo ensino escolar.  Mais ao fim da fala, ele propõe um texto de "Stuart Mill x Marx" para ser debatido em sala de aula, mas se não houver isso? Karnal alega que "se o professor for militante, isso não tem problema" - o problema não é o professor ser (burro) militante. O problema é ter todo o ensino voltado para isso. O MEC faz o currículo base e dá todas as diretrizes da educação brasileira. Vocês realmente creem que algo advindo do MEC promova o discurso? Todo o currículo (está no site do MEC) é mais que recheado com autores de esquerda, muitos declaradamente socialistas. 


Nenhuma pretensão sócio-construtivista visa promover o debate intelectual do indivíduo. Se ele afirma que os jovens "não são massa de manobra", como explicar os repetitivos discursos de esquerda dentro das universidades e escolas públicas? Como explicar os bilhões destinados à militância e a tantos grupos que causam todo tipo de arruaça dentro das escolas públicas? Responderão: "ah, a esquerda formou o pensamento, não por imposição". Claro, durante décadas esse processo aconteceu, mas ele se dá de forma gradativa, através da imposição (também) estatal agora, algo que sempre aconteceu nos piores regimes totalitários. Aliás, até liberais e libertários andam dizendo que "não se pode denunciar o direito do indivíduo" - pergunto: o que os indivíduos fariam caso estivessem diante do nazismo, fascismo, ou socialismo stalinista? Pensariam: "Ah, o professor tem direito individual"? Não! Pois, é! O MEC segue o mesmo padrão de todos os regimes totalitários. Sigamos em frente:



Assista aos argumentos de Leandro Karnal x Olavo de Carvalho: 



- Karnal diz que a "...a demonização da política, que é a pior herança da 'Ditadura', que além de matar indivíduos, ainda provocou na educação um dano" - oras, o Karnal saberia muito bem dizer que praticamente TODOS os grandes autores liberais e conservadores são praticamente rechaçados nas universidades. Muitos são até motivo de chacota. Uma vez, conversando com um professor de história, cite Frederic Hayek, ele não soube dizer quem era. Fazíamos alemão juntos. No outro dia, ele me volta com um "esse autor está ultrapassado. A academia não o reconhece mais" - um dos mais brilhantes economistas do séc. 20 passa a ser rechaçado por uma academia que idolatra Piaget, Vygotsky, Foucault, Gramsci, Paulo Freire e por aí vai, sem que lhe dê crédito apenas por refutar Marx. Não há "outro lado", quando se quer formar o indivíduo para a coletividade. Karnal, claro, age com canalhice, pois entende que a formação marxista é para a coletividade dos indivíduos e a tomada de poder do discurso. A concepção clássica visava que os indivíduos fossem formados para a sociedade pela vontade, na forma completa, não pelo que chamo de diplomismo - a mera formação intelectual para o diploma. Esse foi também um erro grotesco dos militares que, além de entregarem a educação para a esquerda, traziam o ranço positivista (tão debatidos em escolas públicas e pessimamente entendido por quem os estuda). 


Por: Leandro Souza 

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