sábado, 20 de agosto de 2016

Animais e os adolescentes adultos: a nova sociedade


Todo conservador enxerga o mundo com certo pessimismo. Isso não lhe permite observar as coisas lindas e aparentes como "malefícios". Perceba: ao contemplar uma obra de Michelangelo, ou deliciar-se ao ouvir os corais cantando Mozart, ele vai entender as grandes genialidades da humanidade.

Fiz um pequeno post em meu perfil sobre animais e, consequentemente, fui atacado pelos carentes, digo, alguns ditos conservadores. Vejam: o argumento mais comum era: você deve odiar os animais. Deve chutá-los nas ruas. Como se respeitar os animais fosse tratá-los como gente.

Pense algo: quando você acha que todas as pessoas são chatas, logo: ou você é perfeito, ou você é errado. Não há um meio termo na bondade humana desse jeito. Se todas as contradições aparentes não se ligam a você, logo, você é a perfeição e pode julgar a todos como imperfeitos. Isso, para os cristãos, se chama Deus. Quando o sujeito diz que todas as criaturas são más, menos as que lhe concordam, então esse ser é um ser perfeito, porque ele está acima, arrogantemente, de todos os outros. Percebem aí o choro adolescente? Dizer que "prefiro as coisas que me concordam, porque todas as outras são más", é fruto de: ou vitimismo, ou perfeição. Não há outro meio. Assim são os que dizem: "prefiro A ao invés de B, porque A só me traz benefícios"

Burke não só previu o perigo das "novas sociedades" - os novos estados gigantes, como os condenou, tratando os revolucionários franceses como eram: sanguinários. O estado gigante, como é hoje é pai das irresponsabilidades sociais. Hoje, entrega-se a saúde, bem-estar, casamento, família, filhos, felicidade, solidariedade, segurança, nas mãos de um estado totalitário, anti-religioso, cético, sufocador de impostos. As pessoas não percebem que entregaram a si mesmas para isso e fazem de sua felicidade as medíocres coisas dessa terra. Fomos entregues à "adolescência-adulta", em que as pessoas ficam presas em seus próprios medos e binarismos toscos, ou seja: tudo lá é mau, eu vou procurar apenas o que me faz bem. As grandes ideias residem nos conflitos, em que os gênios mostraram seu valor e as grandes civilizações surgiram.

Toda pessoa deve cuidar e respeitar os animais. É o mínimo. Mas há uma crescente onda de seres que são violentos contra seres humanos. Essa onda espalha vídeos sensacionalistas, expressando o mais digno repúdio à raça humana. Chesterton, como o meme acima, alertava sobre essa "adoração animal". As leis, no Brasil, não falam em direito animal, mas em proteção animal, o que eu considero justíssimo. Não falam em direitos dos animais, porque para ter direitos é necessário ter deveres. Não podemos jamais dissociar direitos de deveres para não corrermos o risco de formar uma geração de mimados.

Assim como a Humane Society, liderada pelos Bildeberg (mesma que financia vários grupos revolucionários no Brasil), promove o "ódio ao ser humano", várias dessas entidades recebem incentivos para que o humano seja cada vez mais ridicularizado, em detrimento do animal. 

Olavo de Carvalho até disse, quando perseguido pelos "protetores", sobre algo que desconheciam: o movimento pela proteção às espécies animais foi uma invenção de caçadores, como Theodore Roosevelt nos EUA e Jim Corbett na Índia. Caçadores sabem o que é bom para os animais, para os seres humanos e para a convivência razoável entre as espécies. 

O vitimista, aquele que percebe o mundo apenas com o olhar da infantilidade, enxerga todos os seres que lhe opõem como maus. Logo, todo ser humano é "mau" em si, quando lhe oferece algo contraditório. Então, esse sujeito pratica todos os atos em favor de si próprio, pois imagina o mundo à sua volta apenas como contradição das suas vontades não realizadas. Ele percebe as coisas que lhe oferecem suprimento emocional (animais, coisas, ídolos) como sendo o único meio de protegê-los das contradições externas (pessoas que lhe opõem). Assim é o esquerdista, o vitimista, o sociopata.


Por: Leandro Souza

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