quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Burocracia e a desumanização da saúde pública


A burocracia estatal chegou a um nível de desumanidade jamais visto. Sou paciente renal crônico em estágio bem avançado, dependo de remédios para poder esvaziar minha bexiga e se eu não o fizer acabo contraindo infecção, como já me ocorreu recentemente. Ainda não entrei em diálise, Graças a Deus e aos cuidados que sempre tomo com a alimentação. 
Hoje, porém, precisei ir buscar a tal droga que me ajuda a urinar num posto do SUS em meu bairro, o qual deveria fornecê-la, contudo não foi esse o acontecido. Em minha receita estava escrito que preciso de doses 4 miligramas do remédio e a farmacêutica do posto disse que não poderia dar-me porque só tinha de 2 miligramas. Eu pacientemente disse-lhe que poderia ser 2 comprimidos de 2 miligramas, pois isto já havia sido feito antes, no mesmo posto, por atendentes mais antigos. De nada adiantou, ela negou-me o medicamento só para cumprir a vil burocracia.
Ora, nossa burocracia estatal chegou a um ponto de negar a saúde a um cidadão para se cumprir um regulamento pífio à risca? Não são esses defensores da saúde pública que vivem falando em atendimento humanizado? Pois não é humanizado coisa nenhuma, ver-me-iam como ser humano, se assim fosse, e agiriam com bom-senso, ignorando essa rigidez com documentos estúpidos.
Com isto é difícil entender idiotas que querem mais serviços públicos, que o SUS englobe mais áreas; pois se for para ser atendido como um animal, melhor não. Só me submeto a isto, em verdade, porque estou com dificuldades financeiras, mas teria o prazer de pagar por cada medicamento e consultas para ser bem atendido e visto como um ser humano. No fim das contas, acabei tendo que pagar pelo remédio  duas vezes, de fato, porque já os pagamos com impostos. 

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