segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Preconceito Linguístico: controle social e idiotização


A doutrinação ideológica não é o único meio por qual se destrói a inteligência de nossos estudantes, há outros e nem, por isso, menos mortais. Um desses outros meios é a sociolinguística progressista aplicada em sala de aula.
A ideia da esquerda com essa “metodologia de ensino” é dizer ao aluno que a norma culta da Língua Portuguesa é opressiva, coisa de burguês, e que ele pode falar como sua tribo, ou classe social, não há problema. Dizem os idealizadores desta teoria que a imposição da Língua Portuguesa Padrão gera na sociedade o que chamam de “preconceito linguístico”. Para eles, o pobre que não fala a ou escreve o português correto é “humilhado e excluído da sociedade”.
Sem o Português Padrão é impossível propagar ideias através dos tempos e muito menos compreendê-las; toda a alta cultura ficaria inalcançável ao povo das classes sociais menos favorecidas sem o conhecimento da Gramática de nossa amada língua. Contudo, a brilhante ideia dos revolucionários da linguística é negar o conhecimento da norma culta a esses “excluídos” e deixar a língua correr solta, imaginando que assim vão, de alguma forma, ser capazes de ter acesso à alta cultura e melhor posição social magicamente. Ou seja, o pobre fala e escreve errado, mas, ao invés de ensiná-lo, obriguemos todos os outros a aceitá-lo, deixando-o na ignorância.
Esta estratégia de controle social gera, além da fomentação da guerra de classes, uma total confusão na comunicação entre os brasileiros de diversas classes, épocas, e até com nossa história portuguesa. A padronização da língua é a única coisa que nos faz ser entendidos onde quer que estejamos neste país; também nos faz sermos entendidos pelos através dos tempos, pela literatura, por exemplo. A verdade é que sem o português correto nem mesmo a teoria de tais sociolinguistas poderia ser entendida por seus alunos nas universidades.
Portanto, corrigir a fala é sim necessário e pude perceber pela vivência por quê. Como professor, notei que alunos têm a tendência de passar para a escrita a maneira como falam. As gírias, erros de conjugação e vícios de linguagem quais se observa na oralidade do sujeito, logo aparecem em seus textos. Ora, é perceptível que dificilmente alguém vai usar o a norma culta com cem por cento de acerto na fala, mas quanto mais se conseguir aproximar a fala do português correto melhor, porque isso com certeza irá se refletir na leitura e escrita.
Cursei a faculdade de Letras, foi-me ensinado praticamente nada de Gramática e sofro muito com isso. Vi tudo de muito perto. Na época, eu, que achava linda toda aquela teoria que visava incluir o pobre excluído, noto o tamanho da enganação em que acreditei. Tudo esta besteira, em verade, só serve para excluir, nos afastar de nossa história e nos jogar na miséria intelectual. Hoje, tenho que correr atrás do prejuízo; por isso, perdoa-me os erros de escrita.

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