sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Esclarecimentos sobre o novo currículo do Ensino médio


O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota propagador de falácias sobre o novo currículo do Ensino Médio.

O assunto do momento é a tal da Reforma, melhor dizendo, a Medida Provisória sobre o novo currículo do ensino médio.
Mas, primeiramente(coisa que esquerdista adora falar), lembremos que essa proposta de redução de matérias do ensino médio, vem do Governo da ex-presidente Dilma Rouseff, assista ao vídeo:




Vamos aqui dar alguns esclarecimentos sobre isso.
  1. O que mudará: a grade curricular será flexibilizada de acordo com o aluno e o que dispor o sistema de ensino.
    - Exemplo: eu tenho uma maior vocação para humanas. Continuarei tendo aulas de todas as matérias, porém, com uma ênfase maior nas matérias relacionadas à área da minha vocação.

  2. NÃO HAVERÁ NENHUMA EXCLUSÃO DE MATÉRIA. O que houve foi um equívoco do MEC. Na realidade, as 13 matérias tradicionais permanecerão obrigatórias.

  3. Entre 2017 e 2018, serão investidos cerca de R$1,5 bilhão para a ampliação de escolas em tempo integral.

  4. Carga horária: será ampliada de 800 para 1200 horas anuais, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) -- ou seja, para as matérias obrigatórias, e outras 1200 horas com o currículo flexível. Esse modelo está previsto para ser adotado no próximo ano e a ampliação das horas dar-se-á de maneira progressiva de 2017 até o ano de 2024.

  5. O ensino de língua inglesa fica obrigatório, sendo facultativo o acréscimo de mais uma língua -- a MP pede que de preferência seja a língua espanhola.

  6. As ênfases das áreas de conhecimento ou atuação profissional serão definidos pelos sistemas de ensinos. (Em outras palavras, as escolas poderão definir isso juntamente com os alunos, etc).

  7. Além da parte comum do BNCC, os alunos precisarão ter um componente na forma de atividades práticas para a conclusão do Ensino Médio.

  8. Os sistemas de ensino poderão compor seus currículos em mais de uma área além das tradicionais (linguagens, matemática, ciências da natureza, humanas e formação técnica -- sendo esta última já acrescida na MP).

  9. A organização das áreas e competências, habilidades e expectativas de aprendizagem serão definidos pelos sistemas de ensino.
     
    - Como cumprimento de exigências curriculares do Ensino Médio, os sistemas de ensino poderão reconhecer (perante regulamentação própria) conhecimentos, habilidades e competências como formas de comprovação, tais como 1) demonstração prática, 2) experiência de trabalho supervisionado, 3) atividades de educação técnica em outras instituições de ensino, etc.
    - Como complemento da conclusão do Ensino Médio, o aluno poderá cursar no ano do término do Médio um outro itinerário que será considerado 1) a experiência de trabalho e concessão de certificados e 2) formação estrutural e organizado por etapas. 

  10. A distribuição de fundos foi ampliado para o ensino técnico e também para os alunos que decidirem ampliar suas áreas de experimentos produtivos -- os investimentos anteriores se limitavam a educação de indígenas, educação de jovens e adultos (EJAs) e EJAs integrados à educação profissional de nível médio com avaliação de processo.

  11. Profissionais com notório saber poderão ministrar conteúdos de suas áreas, porém, eles só poderão ser admitidos mediante reconhecimento dos sistemas de ensinos que irão definir os requisitos para a admissão dos profissionais não-diplomados.
Obs¹.: A MP define que a BNCC, mediante discussão e aprovação nas instâncias responsáveis, poderá fazer o acréscimo de matérias e áreas que eventualmente não possam estar presentes na grade curricular.

Obs².: Os estados e instituições de ensinos privados terão plena liberdade para definir os seus sistemas de ensino. A BNCC ficará responsável por 50% da grade curricular, cabendo aos sistemas de ensinos de cada estado e/ou instituições de ensinos privados definir os outros 50%.

Vale ressaltar que, segundo o Presidente Michel Temer, não haverá redução de verbas para a educação, e é o que a gente espera, não é mesmo? "No nosso governo não haverá redução de verbas para a educação. Em momento algum nós faremos isso. (...) Os jovens poderão escolher um currículo mais adaptado às suas vocações e aos seus planos. E ela deve servir, sem dúvida nenhuma, ao pleno desenvolvimento da pessoa humana, o que requer darmos aos jovens opções curriculares, e não imposições curriculares."

Esclarecimentos do Ministério da Educação:


    Em suma, a carga horária continuará sendo de 2.400 horas, sendo o limite máximo de 1.200 horas para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As demais 1.200 horas serão voltadas para o currículo flexível. 

    “A BNCC irá nortear as aprendizagens e competências necessárias e o aluno poderá cursar os componentes curriculares definidos por esse documento. E na parte flexibilizada do currículo, o estudante que optar pelo aprofundamento e formação na área de ciências sociais e humanas, por exemplo, dedicará ainda mais tempo para os componentes curriculares como filosofia ou sociologia”.

    É uma medida questionável? Sim, por ser uma extensão de uma proposta da Dilma terrorista, mas não deixa de ser um avanço. No entanto, esse projeto ficará, realmente bom, com a aprovação e implementação do "Escola sem partido", pois do contrário, os alunos continuarão em um monopólio estatal, sendo os mesmos zumbis doutrinados. 


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