segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Notas sobre as Eleições 2016


=> Conservadores e liberais tendo que votar no menos socialista pra impedir o pior. Ou seja, que quem acha que vivemos numa democracia só pode ser retardado. Uma democracia só é possível se há representatividade, porém não temos nenhum partido que represente a maioria conservadora, só meia dúzia de gatos pingados, os quais ainda nos são duvidosos.

=> Podemos perceber nesta eleição que o povo brasileiro não gosta de gente morna. Flavio Bolsonaro, em todos os debates e entrevistas, mostrou uma mornidão de dar tristeza, não parecia um filho do “polêmico” Jair Bolsonaro. Era um “Bolsonaro mais light”, como chegou a ser publicado em um jornal, mas não agradou. Faltou energia, faltou escancarar a canalhice dos adversários e talvez assim Flavio tivesse muito mais chances.


=> Foi notável também o quanto essas pesquisas eleitorais são uma farsa – deve-se parar de acreditar nelas imediatamente. Em várias cidades as pesquisas erraram, mas não falharam. Não falharam porque cumpriram seu papel: orientar o voto útil para preservar o movimento revolucionário. Muitas pessoas, inclusive conservadores e liberais, acabaram levando em conta esses números para impedir que o PT e demais partidos de extrema-esquerda vencessem. Por fim, continuamos o jogo das tesouras.

=> A última coisa que quero salientar, e já vinha falado sobre isso neste blog, é acerca ascensão do PSOL. Com a toda mancha deixada no PT por causa do Impeachment e Lava-Jato, o Partido Socialismo e Liberdade – contradição em forma de partido – está aos poucos assumindo o posto de partido da galera, dos preocupados com as minorias e desigualdade social – bandeiras que, claro, só servem para atrair massa de manobra.

=> Isto tudo são apenas efeitos colaterais da ejaculação precoce da direita no Brasil – se não sabe o porquê leia os escritos do professor Olavo de Carvalho. 

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