sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Aliados do PT pedem Impeachment. Temer cairá?

Pressionado pelo caso Geddel, Temer cedeu às pressões de um chantagista no caso da aprovação de um patrimônio federal. O presidente em exercício ainda conduzirá o poder? 


A saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo, na manhã de hoje (25), fez um estrondo na oposição e na base de apoio ao governo no Congresso Nacional. Geddel era responsável pela articulação entre o governo e o Congresso.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que vai protocolar um pedido de impeachment do presidente Michel Temer na próxima segunda-feira (28), assim também como a
 bancada do PSOL, que afirmou - "Agora sim estamos diante de um crime de responsabilidade", afirmou o líder do partido Ivan Valente - PSOL (SP), por considerar que o episódio envolve o chefe do governo em crime de responsabilidade. Já para Lindberg, o presidente pressionou o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para que este liberasse a construção de um edifício de alto padrão em Salvador no qual o ministro Geddel adquiriu um imóvel.

O PT nacional está em contato com movimentos sociais para definir quem vai assinar o pedido - "Tivemos uma presidente afastada sem nenhum crime de responsabilidade. Agora, pelo contrário, o crime está posto.

Após pedir demissão na última sexta-feira (18), o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, deu entrevista dizendo que foi pressionado por Geddel para liberar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador, o ministro-chefe da Secretaria de Governo adquiriu um imóvel. O empreendimento foi embargado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por estar localizado em área tombada como Patrimônio Cultural da União.

Na quarta-feira (23), em depoimento na Polícia Federal, Calero teria dito que o presidente Michel Temer o havia pressionada e sugerido uma saída por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) para o caso.

O porta-voz de Michel Temer, Alexandre Parola, disse que que o presidente buscou “arbitrar conflito” entre Marcelo Calero e Geddel Vieira Lima. Segundo o porta-voz, Temer negou ter pressionado Calero por uma saída do caso.

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