quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Resenha: The Crown - Netflix


Quando a série The Crown estreou na Netflix, eu me interessei muito pelo trailer que vi e pelos comentários que até meus ouvidos chegaram, mas fiquei adiei em assisti-la, por algum motivo desconhecido; porém, neste dezembro de 2016, eu me pus a assistir e fiquei maravilhado. 

The Crown, criada por Peter Morgan e produzida pela própria Netflix, conta como foi o inicio do reinado da Rainha Elizabeth II, com seus desafios, responsabilidades e sacrifícios, para os  quais o monarca precisa estar preparado para enfrentar em prol de seu povo. A série pode ser uma grande ferramenta para preencher o imaginário brasileiro – subvertido pela doutrinação ideológica escolar e midiática – com imagens acerca do que realmente é a monarquia e qual é o verdadeiro papel do monarca. Sabemos que desde o golpe militar que impôs a república neste país é que temos gerações e gerações sendo bombardeadas com propaganda revolucionária mentirosa sobre a monarquia e o Império do Brasil. Ora o monarca é um ditador que faz o que quer, ora é um enfeite que não serve pra nada e é sustentado com dinheiro público. 

Na série podemos ver muito bem a importância do poder moderador que o monarca exerce, fiscalizando o trabalho dos políticos e cobrando-os, sem tomar lado algum, a não ser o dos interesses da nação. Podemos ver também a atuação do então primeiro-ministro conservador Winston Churchill, agindo com grande sabedoria e pulso forte até mesmo em questões ambientais – ah, se tivéssemos políticos fortes como ele no Brasil. Por isso, certamente quem assistir vai se surpreender e deixar de lado muitos preconceitos a respeito da monarquia e os que já simpatizam com ela vão admirá-la ainda mais. Gostaria muito que houvesse uma produção semelhante sobre o nosso período imperial, seria um sonho. 

The Crown conta com um texto muito bem escrito, ótimas atuações, cenários de encher os olhos e uma trilha sonora encantadora; tanto que o sucesso já lhe rendeu uma segunda temporada confirmada. Por fim, indico-a muito àqueles que amam História e política – ou não, já que até minha mãe que não gosta de nada disso adorou-a mesmo assim. 

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